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    Escrito por Andrey Gonçalves
    Publicado em 21.02.2020, 15:03:00 Editado em 21.02.2020, 15:06:44
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    Uns vivendo em total conforto, outros na miséria. Uns lutando para sobreviver, outros desfrutando dos mais saborosos confortos que o dinheiro pode oferecer.

    Entre eles, um abismo social. Poderíamos muito bem estar falando do Brasil, mas não. Pasmem, é a Coréia do Sul. 

    Pois é, a desigualdade está em todo lugar. 

    Enquanto a chuva cai, uns a consideram uma benção. Outros sofrem com o alagamento. Muito, pouco. Excesso, falta. Privilégio, necessidade.

    Foto: Reprodução

    Esse é o mundo de Parasita, o primeiro filme de língua não inglesa a ganhar o Oscar de Melhor Filme. Esse é o mundo real.

    Dirigido por Bong Joon-ho, que conta com Okja e Expresso do Amanhã em seu currículo, Parasita (Gisaengchung) é um filme sul-coreano de 2019 com gênero incerto, que flerta com drama, suspense e comédia. 

    Seu elenco conta com Song Kang-ho, como Kim Ki-taek; Jang Hye-jin, como Kim Chung-sook; Choi Woo-shik, como Kim Ki-woo; Park So-dam; como Kim Ki-jung, Lee Sun-kyun, como Mr. Park e Cho Yeo-jeong, como Mrs. Park.

    A família Kim está desempregada. Eles vivem em um porão, sujo, bagunçado, sobrevivendo de trabalhos pontuais que aparecem pelo caminho. Até que um dia, tudo pode mudar.

    O filho mais velho da família Kim consegue um trabalho de professor temporário. Ele vai dar aulas de inglês para a filha de uma família rica, os Park. Uma oportunidade de ouro.

    Aos poucos, ele vai encontrando meios de incluir sua irmã, pai e mãe em empregos na casa da família. Porém, como tudo na vida, esta “mudança” cobrará o seu valor.

    Foto: Reprodução

    Parasita não foi surpresa no Oscar, foi esperado. Não levou os maiores prêmios da noite - Melhor Filme Internacional, Melhor Roteiro Original, Melhor Diretor e Melhor Filme - de graça. 

    Sua mensagem é forte, necessária, e sua forma de contar, construir e entregar um filme é brilhante.

    Um longa não apenas para quem gosta de cinema, mas também para aqueles que estão interessados na realidade, no dia a dia das pessoas, onde muitos sentem falta do mínimo enquanto poucos esbanjam.

    Na verdade, Parasita é um filme essencial. Se até o Oscar, um prêmio americano, e para americanos, deu atenção à desigualdade social, você também pode.

    Depois de ver, vale até a reflexão: quem é realmente parasita?

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