O Regresso
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Sua esposa foi assassinada pelos militares. Motivo? Ela era uma nativa. Mas você não pode se abater, afinal, seu filho ainda está aqui e precisa do seu auxílio. Além de ele ser a pessoa que você mais ama nesse mundo. Sua única lembrança de sua amada.
Você jurou protegê-lo, jurou guarda-lo, não importa o que aconteça. Até que um dia, alguém, enquanto você estava impossibilitado de se mexer, o mata bem diante dos seus olhos. Enlouquecedor, não é? Pois foi isso que aconteceu com Hugh Glass.
E ele quer vingança.
O Ano é 1822. O clima no oeste americano não é dos melhores. O ambiente é selvagem e instável. A vida é dura nesse local, nessa época do ano. Porém, neste lugar hostil, ainda existe uma maneira de ganhar a vida: caçando. Vendendo a pele de suas caças.
Pensando nisso, Hugh Glass vai para o oeste, viver deste comércio. Em uma caçada, ele é atacado por um urso. Após uma violenta batalha, Glass consegue mata-lo, mas a luta o deixa a beira da morte. Três de seus parceiros - um deles sendo seu próprio filho - são incumbidos de cuidar de Hugh, que não consegue andar e tem de ser levado por uma maca.
É perigoso andar vagarosamente neste local, já que ele é cheio de nativos. Fitzgerald, um dos encarregados pela segurança de Hugh, se cansa do fardo que o parceiro se tornou. Hugh está imóvel, devido aos ferimentos. Fitzgerald o enterra vivo, deixando o “companheiro” para morrer, mas não antes de matar seu filho diante de seus olhos.
Glass, com extremo esforço, começa a se movimentar. Consegue sair de sua “cova” e vai atrás de sua sobrevivência. Atrás daqueles que mataram a única pessoa que ele amava, seu filho. Dos que o enterraram vivo. Ele vai contra a natureza, contra os nativos, contra o destino, atrás de vingança.
Dirigido por Alejandro Gonzáles Iñarritu, que possui em seu currículo, Birdman (A Inesperada Virtude da Ignorância); escrito por Iñarritu e Mark L. Smith, baseado no romance homônimo de Michael Punke, que é inspirado na história real de Hugh Glass, O Regresso (The Revenant) é um drama/faroeste americano de 2015.
O longa levou para casa três categorias do Globo de Ouro: Melhor Filme de Drama, Melhor Diretor e Melhor ator de Drama. Foi indicado a oito categorias do BAFTA, e a doze do Oscar, levado três estatuetas para casa: Melhor Diretor, Melhor Ator e Melhor Fotografia.
Um filme poético. Com uma fotografia excepcional, em sua maior parte do tempo, no plano contra ploungée - ou seja, de baixo para cima. A trilha sonora, hora com som ambiente, hora estrondosa, encaixou-se perfeitamente ao longa. As atuações, tanto de Leonardo DiCaprio quanto de Tom Hardy, estão espetaculares. Ambos atores tiveram que falar muito através de expressões faciais e corporais, já que o filme não possui muito diálogo.
O Regresso é esplêndido. Você sente a dor, a agonia, o sofrimento, o frio, o desespero. Você sente o filme. Tê-lo assistido no cinema foi uma experiência incrível. Mas mesmo em casa, o filme é grandioso.