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    Escrito por Andrey Gonçalves
    Publicado em 22.01.2019, 14:31:00 Editado em 22.01.2019, 14:55:30
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    Aprender com os erros é uma coisa básica, que estamos acostumados. Fazemos algo, acreditando e buscando nossos ideais. Se não dá certo, aprendemos que aquele não é caminho a seguir e buscamos outro. E assim vai a vida.

    E isso é verdade tanto para o individual quanto para o coletivo, certo? Um governo, um movimento ou um grupo também pode aprender com os seus erros? Aí fica um pouco mais complicado.

    Vou dar um exemplo: após 70 anos do regime Nazista Alemão, seria possível que uma ditadura voltasse a governar o país, mesmo depois de tudo que aconteceu? Certamente você deve achar difícil.

    Mas a Onda vai te convencer de que não é.

    Foto: Reprodução



    Em uma escola na Alemanha, o Professor Rainer Wenger vai lecionar para sua turma sobre Autocracia. Ele levanta o seguinte tema para a classe: É possível, nos dias de hoje, acontecer uma ditadura novamente na Alemanha? O alunos dizem, obviamente, que isso não é mais possível, que eles aprenderam com o Terceiro Reich. Porém o professor quer provar a eles estão errados.

    Sr. Wenger decide realizar um experimento com a classe. Durante uma semana, eles viverão dentro de uma ditadura e ele, eleito democraticamente pela sala, será o líder. Nesses cinco dias eles usarão uniformes, agirão com disciplina, respeito e confiança um no outro.

    Agirão como uma unidade. Mas, com tudo isso, os lados negativos de um regime desse tipo, como discriminação, preconceito, exclusão, repúdio a todos aqueles que não seguem o mesmo ideal e entre tantas outras consequências começam a surgir dentro de cada membro do regime, do partido, do movimento, chamado A Onda.

    Dirigido por Dennis Gansel, A Onda (Die Welle) é um filme alemão de 2008, baseado no experimento social feito pelo professor de história Ron Jones, em 1967, chamado” A Terceira Onda”, para demonstrar que as sociedades democráticas não estão imunes ao fascismo. Seu elenco conta com Jürgen Vogel, como Rainer Wenger, Frederick Lau, como Tim, Max Riemelt, como Marco e Jennifer Ulrich, como Caro.

    O filme nos traz uma mensagem muito forte, mostrando que algo que foi tão destrutivo, tanto para o povo de determinado país quanto para o resto do mundo, não está totalmente erradicado. Todo grupo, a níveis radicais, está sujeito a se tornar uma ditadura. A mensagem do filme se torna ainda mais forte por ele ser alemão, se passar na Alemanha.

    Um filme que te fará sentir como é viver em uma sociedade autocrática, onde a diferença, a individualidade e a personalidade se perdem. Onde você vira apenas mais um tijolo no muro e se não se enquadrar nesses padrões determinados... Bem, já sabemos o que acontece.
     

     

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