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Transferência de Bruno e Macarrão pode ser nesta quarta

Da Redação ·
Bruno e Macarrão estão presos no Rio de Janeiro e serão levados para Minas Gerais
fonte: googleimgens.com
Bruno e Macarrão estão presos no Rio de Janeiro e serão levados para Minas Gerais

Policiais informaram à Rede Record na manhã desta quarta-feira (22) que a transferência do goleiro Bruno Fernandes e seu amigo Luiz Henrique Romão, o Macarrão, do Rio de Janeiro para Minas Gerais, está prevista para hoje, mas sem hora marcada.

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Os dois são acusados do sequestro e morte de Eliza Samudio, ex-amante do atleta, em processos que correm nos dois estados. Atualmente, eles estão presos na penitenciária Bangu 2, na zona oeste carioca.

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De acordo com PMs, Bruno deixará o local em uma viatura e Macarrão em outra, ambas com mais dois agentes. Outras quatro viaturas farão a escolta. Os veículos seguirão em direção a Juiz de Fora (MG). Ainda não se sabe se eles ficarão presos na cidade ou retornarão para a penitenciária Nelson Hungria, em Contagem (MG).

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Expectativa desde sexta-feira

O juiz da 1ª Vara Criminal de Jacarepaguá, na zona oeste do Rio, Marco José Mattos Couto, determinou na última sexta-feira (17) a transferência de volta para Minas Gerais do goleiro Bruno e do amigo Macarrão, que estão presos no Rio desde o último dia 26 de agosto. Eles respondem no Estado a processo por lesão corporal e sequestro contra Eliza Samudio, crimes que teriam ocorrido em outubro do ano passado.

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Em interrogatório, Macarrão afirmou que Bruno já tentou se matar várias vezes nos últimos dois meses em que permaneceu preso. Segundo a assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça do Rio, Macarrão disse na audiência que "não está mais aguentando" essa situação.

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O advogado dos acusados, Ércio Quaresma, disse, após a audiência, ter ouvido de Macarrão que Bruno manifestou por diversas vezes vontade de acabar com a própria vida. Segundo o defensor, Macarrão afirma que o goleiro tem usado medicamentos acima da dosagem e que o atleta teria sido flagrado manuseando uma "tereza" - corda feita de lençóis amarrados uns aos outros - na cadeia. Em nota, a Secretaria de Administração Penitenciária do Rio negou o fato.

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Quaresma disse que Bruno desmaiou ao menos nove vezes nos últimos dias e que a defesa estuda a possibilidade de pedir tratamento psiquiátrico para o goleiro na prisão. Na sexta-feira, Bruno desmaiou na cela do fórum de Jacarepaguá após sofrer queda do nível de glicose. Uma ambulância foi chamada para socorrê-lo.

O promotor do caso, Eduardo Paes, foi irônico diante da afirmação de Macarrão em juízo. Segundo ele, "a defesa já fez tanta graça e pode ter feito mais uma". Para Paes, os depoimentos tomados foram "tranquilos".

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Em interrogatório, Bruno e Macarrão se reservaram o direito constitucional de permanecerem calados. A audiência, que começou às 13h30 e terminou por volta das 15h40, contou com depoimentos das testemunhas convocadas pela defesa. Entre elas, estavam a presidente do Flamengo, Patricia Amorim, o atual diretor-executivo de futebol do clube, Zico, e o lateral-direito Leonardo Moura, além do goleiro Paulo Victor, do lateral-esquerdo Rodrigo Alvim e do zagueiro Tite, do Vasco.

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A mãe de Eliza Samudio, Sônia Fátima Moura, compareceu ao fórum e chorou ao ver o goleiro e Macarrão.

Sentença em até 40 dias

Em seu depoimento, a presidente do Flamengo, Patrícia Amorim, declarou que, mesmo sendo absolvido, Bruno não atuará mais pelo clube porque a imagem da instituição foi afetada. A dirigente disse que o contrato do jogador com o clube foi suspenso até que sejam encerrados os processos judiciais.

O goleiro Paulo Victor, que atua pelo Flamengo, disse que Bruno participou de uma orgia junto com Eliza, e negou ter emprestado um carro ao atleta para que ele levasse a jovem para Belo Horizonte. Já o zagueiro Álvaro, afirmou que Samudio era conhecida por todos os jogadores de clubes em que atuou no Brasil e também na Espanha.

O Tribunal de Justiça informou que a sentença poderá sair em 40 dias. O promotor Eduardo Paes afirmou que vai analisar se inclui os crimes de tráfico de drogas e subtração de documentos ao processo. Segundo ele, na denúncia consta que Eliza teria sido obrigada a ingerir uma medicação, e, por isso, ele vai analisar se a substância era proibida. A jovem também teria dito que perdeu os documentos.