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Vaticano protesta contra batida policial em igreja na Bélgica

Da Redação ·
 Policial monta guarda em frente à sede da arquidiocese de Malines-Bruxelas
fonte: AP/no G1
Policial monta guarda em frente à sede da arquidiocese de Malines-Bruxelas

O Vaticano disse nesta sexta-feira (25) que protestou junto à Bélgica por causa das ações policiais em escritórios da Igreja e na casa de um cardeal, como parte de uma investigação sobre casos de pedofilia.  

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Em nota, o Vaticano manifestou "choque" com a maneira como as invasões foram feitas, e "indignação" com a suposta violação das tumbas de dois cardeais. A nota diz que o embaixador belga junto ao Vaticano recebeu um protesto formal por parte da chancelaria da Santa Sé.  

A polícia revistou a sede da igreja em Malines (norte de Bruxelas), depois das acusações de vários menores contra padres por abusos sexuais.  

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"A promotoria foi informada de acusações que denunciavam abusos contra menores cometidos por um determinado número de pessoas da Igreja", explicou o porta-voz da promotoria Jean-Marc Meilleur.  

A polícia revistou instalações da arquidiocese de Malines-Bruxelas com o objetivo de estabelecer "se existem ou não provas sobre estas acusações", acrescentou Meilleur, sem dar mais detalhes.  

Esta arquidiocese é a sede da Igreja Católica na Bélgica. Seu arcebispo é desde o princípio do ano André-Joseph Léonard, igualmente primaz da Bélgica e presidente da Conferência de Bispos do reino.  

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Depois da Irlanda, Alemanha, Estados Unidos e Áustria, entre outros países, a Igreja católica belga se viu salpicada em abril por um escândalo de pedofilia que forçou a demissão do bispo de Bruges (oeste) depois de admitir ter cometido abusos contra um menor durante um longo período nos anos 1980.  

Depois da revelação deste caso, seguida de uma apresentação de centenas de queixas ante uma comissão independente encarregada de investigar os abusos sexuais dentro da Igreja, o arcebispo Léonard prometeu tolerância zero.  

Em maio, os bispos belgas pediram perdão às vítimas dos sacerdotes pedófilos tanto pela agressao como pelo silêncio dos chefes eclesiásticos.