Cotidiano

Presa na Tailândia, Mary Hellen se declara culpada para reduzir pena

Mais detalhes sobre o julgamento da brasileira presa na Tailândia foram divulgados nesta semana; saiba mais

Da Redação ·
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Mary Hellen foi presa na Tailândia, em fevereiro deste ano, por tráfico internacional de drogas
fonte: Reprodução/Redes Sociais
Mary Hellen foi presa na Tailândia, em fevereiro deste ano, por tráfico internacional de drogas

A brasileira Mary Hellen Coelho da Silva, de 21 anos, que está presa na Tailândia por tráfico de drogas, se declarou culpada durante seu julgamento, ocorrido em maio deste ano. O apucaranense Jordi Vilsinski Beffa, preso na Tailândia por tráfico de drogas, desde fevereiro, terá novo julgamento no dia 18 de julho. O consulado espera que uma sentença seja anunciada. 

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De acordo com a advogada da jovem, Kaelly Cavoli Moreira, sua cliente havia recebido uma condenação de 9 anos e seis de prisão. Porém, por ter se declarado culpada, Mary ganhou um tempo menor de prisão, que é de 7 anos e 6 meses, além de ter que pagar o valor de 750.000 Baht, equivalente a R$ 106.483,15. 

A defesa da brasileira informou que a multa pode ser convertida em dias de prisão, o que resultará em mais 1,5 mil dias na cadeia. Desta forma, a jovem passaria 11 anos em cárcere. 

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Apesar de o julgamento ter ocorrido em maio, apenas nesta semana a defesa da jovem teve acesso aos documentos do tribunal tailandês. Segundo eles, Mary Hellen confessou durante o julgamento ter traficado drogas para o país.

Mais detalhes sobre o caso 

Três brasileiros foram presos ao chegar ao aeroporto de Suvarnabhumi, no dia 15 de fevereiro deste ano, e 15,5 quilos de cocaína, no valor de cerca de 46,5 milhões de baht, apreendidos em suas bagagens. Os suspeitos, dois homens e uma mulher, chegaram do Brasil em dois voos.

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A interceptação foi anunciada conjuntamente pelo diretor-geral do Departamento de Alfândega, Patchara Anutasilpa, pelo diretor do aeroporto de Suvarnahumi, Kittipong Kittikachorn, e funcionários da repressão às drogas na terça-feira. 

Os funcionários da alfândega revistaram primeiro as malas de um brasileiro de 27 anos e de uma brasileira de 22 anos que chegaram de Curitiba, no Brasil, no voo QR830 da Qatar Airways por volta das 7h do dia 14 de fevereiro.

Um raio-X mostrou itens suspeitos em compartimentos de suas três malas. Um exame mais detalhado encontrou nove quilos de cocaína nas seções ocultas. Estava embrulhado em plástico preto e tinha um valor de mercado de cerca de 27 milhões de baht.

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Mais tarde na segunda-feira, um brasileiro de 24 anos foi preso depois que 6,5 quilos de cocaína, no valor de cerca de 19,5 milhões de baht, foram encontrados escondidos em suas duas malas. O suspeito viajou do Brasil no voo QR836, chegando por volta das 12h40. Os três suspeitos e as drogas apreendidas foram detidos aguardando novas medidas legais.

Relembre o caso de Jordi Vilsinski Beffa

O apucaranense Jordi Vilsinski Beffa, preso na Tailândia por tráfico de drogas, desde fevereiro de 2022, teve sua primeira audiência na corte de Samut Prakan e não teria recebido uma condenação imediata, como ocorreu com os outros dois brasileiros presos no mesmo dia. Jordi terá uma nova audiência, em julho. A defesa já trabalha com a possibilidade de o rapaz ser julgado por um crime civil, o que abriria a possibilidade de ser solto mediante pagamento de multa.

O consulado informou que uma nova audiência foi marcada para Jordi Beffa, em 18 de julho, quando se espera, então, que seja anunciada uma sentença. O advogado Petrônio Cardoso se diz otimista com o caso. 

Com informações do jornal O Globo. 

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