Cotidiano

Robôs: sinal do apocalipse ou apenas expansão do intelecto artificial?

Da Redação ·
Automação na indústria conquista cada vez mais espaço - Foto: Governo do Estado do Paraná - Imagem ilustrativa
Automação na indústria conquista cada vez mais espaço - Foto: Governo do Estado do Paraná - Imagem ilustrativa

Os sucessivos avanços científicos obtidos na área de robótica são registrados com frequência crescente em todo o mundo. Há quem diga isso ser um "sinal do apocalipse", com "a máquina ocupando o lugar do ser humano", e em tom até alarmista, alertando para potenciais riscos em decorrência do emprego das máquinas. Mas de concreto mesmo e já constatado é a franca expansão do setor no planeta.  Notícias sobre novas áreas de uso da técnica robótica surgem em diversos países quase a cada semana. Robôs-assistentes pessoais já são amplamente usados na reabilitação de doentes e pessoas deficientes.

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Existe um número significativo de robôs industriais, além de drones – aeronaves inteligentes, impressoras-3D inteligentes. Robôs foram programados para aprender a compor músicas e versos, pintar quadros, fazer excursões. Não é surpresa para ninguém um robô-aspirador de pó, um robô-cortador de grama. A cada ano aumenta o número de tais "assistentes" que aliviam a pessoa do trabalho de rotina.

Hoje já são realidade as fábricas totalmente automatizadas, onde não há pessoas nos setores de montagem. É possível ligar um robô por uma hora ou não desligá-lo durante todo o dia. Ele pode receber sinais para trabalhar mais devagar ou mais depressa. Os proprietários de tais empresas podem aumentar ou reduzir o volume de produção com perdas mínimas – não há necessidade de pagar horas extras, seguro médico, taxas de previdência social, regatear com sindicatos, etc. 

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Em outras palavras, isso aumenta consideravelmente o grau de competitividade.  E assim o trabalhador vai se tornar 'obsoleto" em todas as áreas da produção em que o trabalho manual pode ser substituído por robôs.

REVOLUÇÃO COM ROBÔS - Conforme planos já estabelecidos pelo governo japonês, até 2020 (antes das Olimpíadas em Tóquio), o país asiático objetiva realizar uma revolução com foco na utilização generalizada de robôs em diversas áreas da vida humana. O montante a ser aplicado pelo governo do Japão para implementar projetos na área específica de tecnologia é de 2,4 trilhões de ienes (aproximadamente R$65 bilhões).

INTELECTO ARTIFICIAL - Já a empresa japonesa Honda está construindo um centro de pesquisas com a finalidade de elaborar intelecto artificial para automóveis de direção automática. Vinte modelos de robôs estão sendo criados para o complexo agroindustrial japonês. E nos centros de reabilitação do país do Extremo Oriente serão empregados robôs Pepper com pessoas que violaram a lei.De acordo com pesquisadores, tais androides são chamados de "os melhores companheiros sociais da gente". O cientista japonês Ishiguro Hiroshi conseguiu chegar próximo da criação de um robô interativo que reproduz a conduta humana. Seus robôs se apresentam no teatro, conversam e até fazem palestras.

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RISCOS - O físico e futurólogo russo Aleksei Turchin avalia ser necessário levar em consideração o que classifica de riscos. "Na verdade estes riscos são mais possíveis do que possam parecer. Já estão presentes em redes neurônicas, automóveis autônomos. E até problemas éticos surgem: por exemplo se no caminho de um avião-robô, de repente, aparece um obstáculo num caminho – um avô e uma criança e noutro – um homem, como vai proceder?  O intelecto artificial como programa é capaz de superar as possibilidades do homem em curto prazo, mas depois pode exterminar ou beneficiar pessoas demodo errado",pontua Turchin.

AUTOMATISMO LOUCO - Conforme o físico, esse é o que pode ser chamado de cenário de maximizador de clipes – o automatismo louco ao qual não interessa nada para além de clipes e ele os faz de tudo. Nanorrobôs que têm possibilidade de se multiplicar também podem representar perigo. Mas isso já é da área de medicina: algo médio entre um mecanismo e uma célula viva.CENÁRIO DE 

CATÁSTROFE - Por sua vez, o cientista Eric Drexler , dos EUA,  supões um cenário de catástrofe em que um programa não para e continua a decompor tudo em elementos e a juntar deles suas próprias cópias, como se fosse um vírus. Os corpos humanos, a biosfera – tudo serve para ele como material deconstrução. Outra alternativa é se alguém usa um nanorrobô contra o inimigo para fins militares e depois ele também começará se multiplicando de maneira descontrolada…". Isso é parecido com o apocalipse. No entanto, na opinião do físico e futurólogo russo Aleksei Turchin, hoje os riscos das armas nucleares e biológicas são muito mais reais do que os potencialmente proporcionados por nanorrobôs e intelecto artificial.

Com informações do sputinik.com