Arapongas

Arapongas confirma 2.013 casos e dois óbitos pela Dengue

Na semana anterior, Arapongas registrava 1.865 casos positivos de dengue

Da Redação ·
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Imagem ilustrativa da notícia Arapongas confirma 2.013 casos e dois óbitos pela Dengue
fonte: Prefeitura Municipal de Arapongas

Nesta sexta-feira (27), a Secretaria Municipal de Saúde da cidade de Arapongas, por meio do Controle de Endemias, divulgou o novo boletim  da Dengue. O dados do Boletim Epidemiológico nº 39 apontam 4.434 notificações, 2.013 casos confirmados – sendo 1.985 autóctones e 28 importados, 66 em investigação, 2.355 casos negativos e dois óbitos.

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Na semana anterior, Arapongas registrava 1.865 casos positivos de dengue.

“O momento é de cuidados redobrados e colaboração de todos. A população precisa reforçar os cuidados em casa, mantendo as áreas internas e externa sem água parada. Nossas equipes seguem com as ações de bloqueio, fumacê, fiscalização e orientações. Mas sem a colaboração conjunta fica muito difícil”, reforça o coordenador do Controle de Endemias, Valdecir Pardini.

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A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) do Paraná divulgou, nesta terça-feira (24), o 39º Informe Epidemiológico da Dengue. São mais 11 óbitos no Estado e 11.464 novos casos, um aumento de 20,40% em relação aos números do boletim da semana anterior. 

Dos 382 municípios que registraram notificações de dengue, 335 confirmaram a doença, sendo que em 298 deles há casos autóctones, ou seja, a dengue foi contraída no município de residência dos pacientes.

Como combater

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A melhor forma de prevenção da dengue é evitar a proliferação do mosquito Aedes Aegypti, eliminando água armazenada que podem se tornar possíveis criadouros, como em vasos de plantas, lagões de água, pneus, garrafas plásticas, piscinas sem uso e sem manutenção, e até mesmo em recipientes pequenos, como tampas de garrafas.

Roupas que minimizem a exposição da pele durante o dia, quando os mosquitos são mais ativos, proporcionam alguma proteção as picadas e podem ser uma das medidas adotadas, principalmente durante surtos. Repelentes e inseticidas também podem ser usados, seguindo as instruções do rótulo. Mosquiteiros proporcionam boa proteção para aqueles que dormem durante o dia, como bebês, pessoas acamadas e trabalhadores noturnos.

No momento, só existe uma vacina contra dengue registrada na Anvisa, que está disponível na rede privada. Ela é usada em 3 doses no intervalo de 1 ano e só deve ser aplicada, segundo o fabricante, a OMS e a ANVISA, em pessoas que já tiveram pelo menos uma infecção por dengue.

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Esta vacina não está disponível no SUS, mas o Ministério da Saúde acompanha os estudos de outras vacinas.

IMPORTANTE: Manter a higiene dos locais e evitar a água parada é a melhor forma, por isso é fundamental e essencial a participação consciente e diária de toda a população.

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Não deixe água parada, destruindo os locais onde o mosquito nasce e se desenvolve, evita sua procriação. Deixe sempre bem tampados e lave com bucha e sabão as paredes internas de caixas d'água, poços, cacimbas, tambores de água ou tonéis, cisternas, jarras e filtros.

Não deixe acumular água em pratos de vasos de plantas e xaxins. Coloque areia fina até a borda do pratinho. Plantas que possam acumular água devem ser tratadas com água sanitária na proporção de uma colher de sopa para um litro de água, regando no mínimo, duas vezes por semana. Tire sempre a água acumulada nas folhas. Não junte vasilhas e utensílios que possam acumular água (tampinha de garrafa, casca de ovo, latinha, saquinho plástico de cigarro, embalagem plástica e de vidro, copo descartável etc.) e guarde garrafas vazias de cabeça para baixo. Entregue pneus velhos ao serviço de limpeza urbana, caso precise mantê-los, guarde em local coberto. Deixe a tampa do vaso sanitário sempre fechado. Em banheiros pouco usados, dê descarga pelo menos uma vez por semana.

Retire sempre a água acumulada da bandeja externa da geladeira e lave com água e sabão. Sempre que for trocar o garrafão de água mineral, lave bem o suporte no qual a água fica acumulada. Mantenha sempre limpo: lagos, cascatas e espelhos d'água decorativos. Crie peixes nesses locais, eles se alimentam das larvas dos mosquitos. Lave e troque a água dos bebedouros de aves e animais no mínimo uma vez por semana. Limpe frequentemente as calhas e a laje das casas, coloque areia nos cacos de vidro no muro que possam acumular água. Mantenha a água da piscina sempre tratada com cloro e limpe-a uma vez por semana. Se não for usá-la, evite cobrir com lonas ou plásticos. Mantenha o quintal limpo, recolhendo o lixo e detritos em volta das casas, limpando os latões e mantendo as lixeiras tampadas. Não jogue lixo em terrenos baldios, construções e praças. Chame a limpeza urbana quando necessário. Permita sempre o acesso do agente de controle de zoonoses em sua residência ou estabelecimento comercial.

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Tratamento

Não existe tratamento específico para a dengue. Em caso de suspeita é fundamental procurar um profissional de saúde para o correto diagnóstico.

A assistência em saúde é feita para aliviar os sintomas. Estão entre as formas de tratamento:

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fazer repouso, ingerir bastante líquido (água), não tomar medicamentos por conta própria, a hidratação pode ser por via oral (ingestão de líquidos pela boca) ou por via intravenosa (com uso de soro, por exemplo), o tratamento é feito de forma sintomática, sempre de acordo com avaliação do profissional de saúde, conforme cada caso.

Dengue, Sintomas e Sinais

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CID: A90

A dengue é uma doença febril aguda, sistêmica e dinâmica, variando desde casos assintomáticos a quadros graves, inclusive óbitos. Nos casos sintomáticos pode apresentar três fases clínicas: febril, crítica e de recuperação.

A primeira manifestação é a febre, geralmente acima de 38ºC, de início súbito e duração de 02 a 07 dias, associada à cefaleia, cansaço, mialgia, artralgia, dor retro-orbitária ou exantema. Com o declínio da febre (entre o 3º e 7º dia do início dos sintomas), grande parte dos pacientes recupera-se gradativamente. No entanto, alguns podem evoluir para a fasecrítica da doença, iniciando com sinais de alarme.

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A dengue pode evoluir para remissão dos sintomas, ou pode agravar-se, exigindo constante reavaliação e observação, para que as intervenções sejam oportunas e os óbitos não ocorram.

 Quais são os sintomas da dengue?

Os principais sintomas da dengue são:

Febre alta > 38.5ºC.Dores musculares intensas. Dor ao movimentar os olhos. Mal-estar. Falta de apetite. Dor de cabeça. Manchas vermelhas no corpo.

No entanto, a infecção por dengue pode ser assintomática (sem sintomas), leve ou grave. Neste último caso pode levar até a morte. Normalmente, a primeira manifestação da dengue é a febre alta (39° a 40°C), de início abrupto, que geralmente dura de 2 a 7 dias, acompanhada de dor de cabeça, dores no corpo e articulações, além de prostração, fraqueza, dor atrás dos olhos, erupção e coceira na pele. Perda de peso, náuseas e vômitos são comuns. Em alguns casos também apresenta manchas vermelhas na pele.

Na fase febril inicial da dengue, pode ser difícil diferenciá-la. A forma grave da doença inclui dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes e sangramento de mucosas. Ao apresentar os sintomas, é importante procurar um serviço de saúde para diagnóstico e tratamento adequados, todos oferecidos de forma integral e gratuita por meio do Sistema Único de Saúde (SUS).

 Sinais de alarme da dengue:

Dor abdominal; Vômitos persistentes; Acúmulo de líquidos (ascite, derrame pleural, derrame pericárdico); Hipotensão postural e/ou lipotímia; Letargia e/ou irritabilidade; Hepatomegalia maior do que 2cm abaixo do rebordo costal; Sangramento de mucosa e; Aumento progressivo do hematócrito.


Fonte: Prefeitura Municipal de Arapongas e Secretaria Estadual de Saúde.

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