Apucarana

Servidor envolvido no caso da falsa enfermeira será ouvido

Ele presta depoimento a partir das 13h

Da Redação ·
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fonte: Ilustração
Servidor envolvido no caso da falsa enfermeira será ouvido

O servidor de Apucarana, que já foi afastado do cargo de coordenador da Epidemiologia, Luciano Pereira, que era o principal responsável pela vacinação no drive-thru e no interior do Ginásio de Esportes Lagoão, será ouvido nesta sexta-feira (21),  a partir das 13 horas, pela comissão de sindicância da Autarquia Municipal de Saúde.

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Porém, de acordo com a prefeitura, o estatuto dos servidores da saúde prevê que, nestes casos, os trabalhos serão conduzidos respeitando-se o absoluto sigilo. Somente após a conclusão da sindicância que informações serão reveladas. 

Durante depoimento para os deputados que integram a Comissão Especial que apura irregularidades na vacinação contra Covbid-19, informou que a falsa enfermeira de Apucarana, Silvânia Regina Ribeiro Del Conte repassou que era comum a imunização de pessoas de fora do grupo prioritário.

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Silvânia disse durante depoimento que mais de 20 pessoas, com até 40 anos de idade, foram vacinadas no esquema, que seria comandado pelo servidor já afastado.

Servidor foi afastado no último dia 15

O prefeito de Apucarana, Junior da Femac, que já havia determinado à Autarquia Municipal de Saúde que fosse baixada portaria, proibindo a participação de voluntários no serviço de vacinação contra a Covid-19, mandou afastar o servidor Luciano Pereira, do cargo de coordenador da Epidemiologia municipal e profissional de enfermagem com 33 anos de carreira no município.

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Uma sindicância também já havia sido instaurada para apurar a responsabilidade no caso e, de imediato, foi constatado que o enfermeiro Luciano Pereira foi quem permitiu a participação da suposta técnica de enfermagem Silvânia Regina Del Conte na vacinação.

A suposta técnica de enfermagem foi imediatamente afastada do processo de vacinação no sistema de vacinação drive-thru no estacionamento do Complexo Esportivo Lagoão. A Prefeitura está acompanhando o caso com sua Procuradoria Jurídica e irá atender as determinações da justiça.

O prefeito Junior da Femac anunciou que o caso será tratado com rigor. “Apucarana tem sido referência na vacinação com sua logística, se adiantando em fases e não vou admitir essa conduta irregular”, afirmou.

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O CASO: 

A Polícia Civil de Apucarana, no norte do Estado do Paraná, apreendeu na tarde de sábado (15) ampolas de vacinas contra covid-19 na casa de uma falsa enfermeira suspeita de ter desviado o material de rede pública de saúde para vender as doses a pessoas que não fazem parte do público alvo da campanha. Na casa da mulher, que se apresenta como técnica em enfermagem, foram apreendidos também carteirinhas de vacinação, celulares e seringas. 

A mulher foi presa e encaminhada a 17 Subdivisão Policial de Apucarana. O mandado de busca e apreensão na casa da detida atende a pedido do Ministério Público do Paraná, por meio da 2ª Promotoria de Justiça, que abriu investigação após receber denúncia do vereador Lucas Leugi. A mulher trabalhou como voluntária na campanha de vacinação contra covid-19 até ser afastada após ser alvo das denúncias. O vereador apresentou indícios que apontam que a falsa enfermeira teria atuado como voluntária para desviar vacinas contra a Covid-19 para revendê-las. Há informações, ainda não confirmadas pela Polícia Civil, de áudios e troca de mensagens em aplicativos onde a detida oferecia a vacina.

Durante o cumprimento da determinação judicial, as doses de vacina foram apreendidas (um frasco da Astrazeneca, com cinco doses; um de CoronaVac com um número ainda não determinado de doses e um vazio) e a falsa enfermeira foi presa em flagrante pelo crime de peculato, podendo responder também pelos crimes de falsidade ideológica e infração de medida sanitária.

Segundo o delegado Marcus Felipe da Rocha Rodrigues, a falsa enfermeira atuou como voluntária na campanha de vacinação desde 16 abril lotada na parte interna do Ginásio de Esportes Lagoão. Em depoimento, ela admitiu o desvio das vacinas, mas negou ter vendido o imunizante que teriam sido desviados para imunizar uma família próxima a detida. "Ela também afirmou, e isso é importante salientar para população até porque tem ocorrido diversos boatos a respeito, que jamais aplicou soro nas pessoas que estavam sendo vacinadas. Ela frisa isso em depoimento e não há elemento nenhum que sugira que essa prática ocorreu", afirma o delegado.