Apucarana

Após protestos, técnico do NRE vai atuar junto à comunidade escolar

Diretor do Colégio Canale, professor Canela, está em período de férias a partir desta terça-feira

Da Redação ·
Receba notícias no seu WhatsApp!
Participe dos grupos do TNOnline
Manifestantes colaram cartazes na fachada da escola com pedidos de ‘Fora Canela’ e ‘Justiça’
fonte: Silvia Vilarinho/Tnonline
Manifestantes colaram cartazes na fachada da escola com pedidos de ‘Fora Canela’ e ‘Justiça’

Alvo de protestos de pais de alunos, o diretor do Colégio Cívico-Militar Padre José Canale, Roberto Carlos de Oliveira, popularmente conhecido como Canela, entra em férias a partir desta terça-feira (28).  Na noite desta segunda-feira (27), um técnico pedagógico do Núcleo Regional de Educação (NRE) de Apucarana foi destacado para conversar a comunidade escolar.

continua após publicidade
No protesto realizado em frente a instituição de ensino localizada no Jardim Ponta Grossa, em Apucarana, no norte do Paraná, liderado por familiares de Alekson Ricardo Kongeski, os manifestantes pediram justiça, segurança e a saída do diretor. 

Após uma reunião a portas fechadas dentro da escola, com integrantes da Secretaria de Estado da Educação (Seed), foi decidido que a partir desta terça-feira (28), o técnico pedagógico do Núcleo Regional de Educação (NRE) de Apucarana, Robson Desidera vai atuar junto à comunidade. 

"O chefe do NRE tomou essa primeira medida cautelar. Estarei a partir de terça como representante do núcleo, não como diretor, que fique claro, para poder dar um encaminhamento para a comunidade", informou. 

continua após publicidade

Desidera informou ainda que, nesta semana, o horário de saída será adiantado para às 17h50. Alguns ajustes devem ser feitos no decorrer da semana na carga horária do turno matutino, possibilitando encurtar ainda mais o horário do turno da tarde, para que a última aula termine às 17h30. 

A informação que o diretor entra em férias foi fornecida pelo seu advogado, Vitor Hugo Kutelak de Oliveira, que reiterou que Canela não está afastado. "Ele entra em férias a partir de amanhã (terça), mas continua como diretor", disse. Em referência aos fatos, o advogado fez questão de lembrar à comunidade que, no dia e horário do ocorrido, por volta das 19 horas, o diretor Canela já nem estava mais na instituição, uma vez que cumpriu horário normal, até às 17h30.

Segundo o NRE, no período de férias do diretor, dois funcionários do órgão  estarão no colégio para dar suporte à comunidade escolar.  

continua após publicidade

 

 Manifestação reuniu dezenas de pessoas em frente ao Colégio Canale fonte: Silvia Vilarinho/Tnonline
Manifestação reuniu dezenas de pessoas em frente ao Colégio Canale

PROTESTO

Um grupo formado por familiares e amigos do adolescente fizeram um protesto na tarde desta segunda-feira (27), em frente ao colégio. A ação, realizada quase uma semana após a morte do garoto, pediu justiça pela morte do adolescente, mais segurança para os alunos da instituição, mudança na carga horária e também a saída do diretor da instituição de ensino Roberto Carlos de Oliveira, o Canela.

continua após publicidade

Dezenas de pessoas foram até a porta principal do colégio, portando faixas com os dizeres ‘Justiça Pelo Alekson, reinvindicação para o horário de saída às 17:15 e mais segurança nas escolas’. Cartazes também foram fixados na fachada da escola com pedidos de ‘Fora Canela’ e ‘Justiça’. Como trata-se de uma instituição cívico-militar, a carga horária é estendida, com o término da 6ª aula às 18h30.

"O dia que precisou de polícia aqui não tinha. Depois que um adolescente morre, o Colégio Cívico Militar coloca policial aqui. No dia ele (o diretor) disse que não podia fazer nada porque do portão para dentro era responsabilidade dele e do portão para fora não era. Pedimos o fim do horário estendido até 18h30 e a saída dele”, disse a mãe de Alekson, Aline Fernanda.

continua após publicidade

Moradora do bairro, Eliane Aparecida de Castro, também participou do protesto. Ela relatou que tem um filho, de 16 anos, que estuda na escola e, como mãe, decidiu apoiar a ação que pede justiça pela morte do menino e também mudanças no horário e alteração na direção. Eliane ainda reclama de outros problemas registrados na instituição de ensino que causam extrema preocupação. “Tem o caso de um professor que assediou uma aluna e que continua dando aula normalmente. Queremos mais segurança e também a mudança de horário”, afirma.

PETIÇÃO

A Associação dos Moradores do Jardim Ponta Grossa está colhendo assinaturas para um abaixo-assinado que pede o fim do horário estendido.  “Pedimos a mudança no horário porque as crianças estão saindo muito tarde, e no inverno às 18h30 já é noite e muitas crianças moram em outros bairros. Então é muito tarde para crianças saírem da escola”, disse o presidente da associação, João Lino.

Lino lamenta a morte do adolescente, uma vez que mora no bairro há muitos anos e conhece a família de Alekson desde a infância. “Todos estamos sentindo essa tragédia, todos estamos sofrendo. E estamos fazendo esse abaixo assinado para isso não acontecer mais. Acho que a saída às 17h15 está bom demais. A gente precisa que mude esse horário urgente”, disse.

O presidente da associação acredita que uma fatalidade dessa não poderia acontecer em um colégio cívico-militar

GoogleNews

Siga o TNOnline no Google News