A Polícia Civil do Paraná, por meio da 17ª Subdivisão Policial (SDP) de Apucarana, concluiu o inquérito que investigava o homicídio de Miriane Caroline Bacon, de 34 anos, e a tentativa de homicídio de Elias Saldanha de Souza, de 39 anos. O crime ocorreu na noite de 7 de março de 2024, na Rua Simeão Carranza, no Núcleo Habitacional Marcos Freire.
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Segundo as investigações do Setor de Homicídios, um homem armado com uma pistola 9mm arrombou a porta da residência das vítimas e se identificou como policial antes de efetuar diversos disparos. Miriane foi atingida e morreu no local, enquanto Elias foi socorrido com vida.
Conforme o delegado Marcus Felipe da Rocha Rodrigues, chefe da 17ª SDP, o crime foi motivado por disputas relacionadas ao tráfico de drogas na região, controlado por Ezequiel Henrique dos Santos, conhecido como "Zika". “Identificamos que o crime foi ordenado por Ezequiel, devido a uma suposta subtração de drogas por parte da vítima Miriane. Ele é um indivíduo de extrema periculosidade e já foi condenado a mais de 12 anos de prisão por envolvimento com a organização criminosa Tropa do Tubarão”, explicou o delegado.
As investigações apontam que Ezequiel teria ordenado a execução a Israel Luiz Zamperlini da Costa, conhecido como "Rael", que é investigado por outros homicídios na região. A organização criminosa, segundo a polícia, impunha terror na comunidade por meio de espancamentos, torturas e homicídios para manter o controle do tráfico.
Quatro meses após a morte da esposa, Elias Saldanha de Souza foi assassinado em 31 de julho de 2024 a Rua Rafael Sorpile, na localidade conhecida como Chacrinha, próxima ao Núcleo Habitacional Dom Romeu Alberti, em Apucarana. Ele já havia sobrevivido à tentativa de homicídio ocorrida em março, quando Miriane foi executada com tiros na cabeça.
A Polícia Civil pede o apoio da população para denunciar qualquer atividade criminosa relacionada ao tráfico de drogas na região. “Mesmo com a prisão dos principais integrantes deste grupo, o tráfico ainda está ativo. A colaboração da comunidade é essencial para devolver a paz a essas localidades”, destacou Marcus Felipe da Rocha.
Denúncias podem ser realizadas de forma anônima pelo telefone 181.