Vale do Ivaí

Emissão de CNH cresce 86% em Apucarana e Arapongas

Da Redação ·
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A emissão da 1ª Carteira Nacional de Habilitação (CNH) cresceu 86% nos dois maiores municípios da região. De janeiro a setembro foram habilitados 3.389 novos condutores em Apucarana e Arapongas, contra 1.820 no mesmo período do ano passado. Para as chefias das Circunscrições Regionais de Trânsito (Ciretrans) dos dois municípios, a paralisação dos procedimentos durante a fase mais crítica da pandemia da Covid-19 causou grande impacto no comparativo entre os anos.  

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Dados da 15ª Circunscrição Regional de Trânsito (Ciretran) de Apucarana, 1.026 documentos foram emitidos no ano passado, contra 1.855 neste ano, um aumento de 80,7%. O chefe da Ciretran, Fernando Algarte, observa que os dados de 2020 sofreram grande impacto da pandemia da Covid-19. De março a julho todas as autoescolas ficaram fechadas, assim como as demais atividades, o que reduziu a zero todos os procedimentos para entrada na CNH naquela época. “Ficamos no mínimo 90 dias sem atendimento, no pico da pandemia. Essa pausa impactou os números do ano passado. Então, não diria que houve um aumento. A questão é que o tempo que foi fechado em 2020 acabou impedindo a finalização de muitos processos. Se não tivesse ocorrido pandemia, os números seriam maiores”, analisa Algarte. 

Em Arapongas o aumento de emissões de documentos foi maior. De janeiro a setembro deste ano foram 1.534 CNHs enviadas, 93% a mais que o mesmo período do ano passado, quando 794 novos condutores foram certificados. 

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Chefe da 17ª Ciretran de Arapongas, Laércio Scarpeta, disse que, apesar do preço, as pessoas estão buscando as autoescolas este ano para tirar a primeira habilitação. “Aqui em Arapongas a carteira de habilitação AB custa, em média R$ 2,5 mil. Há grande necessidade, infelizmente o transporte público não abrange uma totalidade, pega mais o centro, direcionado alguns bairros, muitas pessoas precisam se locomover com os próprios veículos”, analisa.

Autoescolas têm queda na procura

Proprietária de uma autoescola em Apucarana, Regina Galeriani do Nascimento, afirma que a abertura de processos para concessão de primeira habilitação está caindo. Ela acredita que os sucessivos aumentos de preço nos alimentos, combustíveis, energia elétrica tem encarecido o custo de vida da população que acaba sem dinheiro para investir na primeira habilitação.   

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“Não acredito que a queda tenha relação com o valor da CNH mas sim com o aumento no custo de vida. A população está pagando o que é essencial e acaba não sobrando dinheiro para investir em outra coisa”, analisa. 

Sobre o crescimento no aumento das emissões de primeiras habilitações, ela acha que muitos processos iniciados ano passado foram concluídos em 2021, devido ao tempo que as autoescolas ficaram fechadas por conta da pandemia.  

Em outra empresa de Apucarana, a procura também caiu. O proprietário, Guilherme Nascimento, disse que outubro costumava ser um mês com aumento nas vendas de primeiras habilitações, por conta do 13º salário, férias e pagamento do PIS-Pasep. E com as vendas em queda e um gasto maior  devido ao aumento no preço dos combustíveis, energia elétrica, manutenção de veículos, aluguel e salário dos funcionários, a autoescola vai reajustar o valor da CNH a partir desta segunda-feira (1), passando de R$ 2,4 mil para R$ 2,8 mil. 

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“O reflexo da pandemia começou a chegar agora. Todos os setores tiveram aumento de custo. E as autoescolas serão as últimas a aumentar o preço”, comenta. 

Por, Cindy Santos, repórter do Grupo Tribuna.