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Bolsonaristas no Congresso se dizem 'sem paz' e de 'mãos atadas' após operação da PF

Sob pressão após mais um grande operação da Polícia Federal contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e seus apoiadores, membros da oposição no Congresso Nacional se dizem "sem paz" e de "mãos atadas". O cenário, para eles, os limita de fazer qualquer co

Levy Teles e Samuel Lima (via Agência Estado)

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Escrito por Levy Teles e Samuel Lima (via Agência Estado)
Publicado em 08.02.2024, 15:27:00 Editado em 08.02.2024, 15:32:26
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Sob pressão após mais um grande operação da Polícia Federal contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e seus apoiadores, membros da oposição no Congresso Nacional se dizem "sem paz" e de "mãos atadas". O cenário, para eles, os limita de fazer qualquer coisa em reação. "Não temos um dia de paz", disse o senador Eduardo Girão (Novo-CE) nesta quinta-feira, 8. "Hoje, pela manhã, tivemos o foco em militares e também no partido da oposição, o maior partido da oposição. Chegamos acho que no ápice."

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Ele fez críticas à atuação do Senado, "Estamos vivendo em uma ditadura nesse País porque o Senado Federal é corresponsável por esse caos institucional", afirmou.

A deputada Carla Zambelli (PL-SP) crê que a operação da PF desta quinta foi feita por "pura perseguição à oposição". Ela não consegue imaginar como a oposição pode contornar a situação.

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"Se nós somos parlamentares temos que medir nossas palavras, se a gente, que é representante do povo, está de mãos atadas, como que está o povo?", questionou. "Eles estão esperando que a gente faça algo, mas estamos de braços atados também."

A PF deflagrou nesta quinta a Operação Tempus Veritatis (a hora da verdade, em latim), fez buscas e apreensões e prendeu aliados do ex-presidente suspeitos de envolvimento na empreitada golpistas. Entre os alvos, estão Braga Netto, Augusto Heleno, Anderson Torres, Valdemar Costa Neto, Paulo Sérgio Nogueira e Almir Garnier Santos.

O próprio Bolsonaro foi alvo de buscas na ação e deve entregar seu passaporte à PF em até 24 horas.

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O senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) foi ao X (rede social anteriormente conhecida como Twitter) para dizer que os inquéritos buscam "pelo em ovo". "O País vive uma situação de não normalidade. Inquéritos eternos buscam "pelo em ovo", atacando, sob a justificativa de uma pretensa tentativa de golpe de estado, a honra e a integridade de Chefes Militares que dedicaram toda uma vida ao Brasil", disse.

Ele foi ironizado por militantes bolsonaristas. "Parabéns pela 'democracia pujante' que você chancelou", respondeu Otávio Fakhoury, empresário que foi presidente do PTB em São Paulo. Ele fez referência à última mensagem institucional de fim de ano no governo Bolsonaro, em 2022, quando defendeu a alternância de poder.

Um dos filhos do ex-presidente, Eduardo Bolsonaro (PL-SP) destacou que as últimas duas operações da PF aconteceram no dia seguinte à movimentações de Bolsonaro. No dia 28, um dia após o retorno dele às lives, e a desta quinta-feira, 8, após um ato em São Sebastião (SP). "A política do Brasil hoje é feita no Supremo Tribunal Federal", disse.

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Segundo-vice-presidente da Câmara, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), disse que há uma perseguição aos bolsonaristas no Brasil. "Muita injustiça sendo praticada para continuar escrevendo uma estória inexistente. Minha solidariedade a todos os injustiçados", escreveu.

Ainda na manhã desta quinta-feira, o deputado Capitão Augusto (PL-SP) publicou uma nota em defesa do presidente do PL, Valdemar da Costa Neto, preso em flagrante por porte ilegal de arma de fogo.

"Valdemar Costa Neto conta com nosso apoio incondicional e confiança irrestrita. Sua liderança inspiradora e firme condução do Partido Liberal são inestimáveis", escreveu Augusto. Ele é vice-presidente nacional do partido.

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