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Dilma diz que em novo mandato vai oferecer 'o máximo possível' ao país

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MARIANA HAUBERT E GABRIELA GUERREIRO
BRASÍLIA, DF - Recém-empossada para o seu segundo mandato, a presidente Dilma Vana Rousseff, 67, defendeu que será possível fazer ajustes na economia brasileira sem privar a população das conquistas já adquiridas. Em discurso no plenário da Câmara dos Deputados, a petista afirmou ainda que irá "lutar" para oferecer o máximo possível aos brasileiros nos próximos anos.
"Agora é a hora de prosseguir com nosso projeto, melhorar o que está bom e fazer o que povo espera de nós. Ao invés de simplesmente garantir o mínimo necessário como foi o caso ao longo da nossa história, temos que lutar para oferecer o máximo possível. Vamos precisar de paciência, coragem, equilíbrio e humildade para vencer os obstáculos. E venceremos. O povo quer democratizar cada vez mais a renda, o conhecimento e o poder", disse.
Dilma também defendeu as mudanças já sinalizadas na economia para recuperar a credibilidade do país e para colocar as contas públicas em ordem. "Vamos provar que se pode fazer ajustes na economia sem revogar direitos conquistados ou trair compromissos sociais assumidos. Depois de fazer políticas sociais que surpreenderam o mundo, é possível corrigir eventuais distorções e torná-las ainda melhores. Práticas mais modernas, éticas, mais saudáveis."
Na semana passada, Dilma autorizou medidas que restringem o acesso a benefícios sociais como seguro-desemprego e pensão por morte, embora tenha prometido durante a campanha que não mexeria em direitos trabalhistas.
Em seu discurso de posse, a presidente apontou como prioridades o combate à inflação, a preservação do emprego, principalmente com a manutenção da política de salário mínimo, e a redução das desigualdades. Ela defendeu ainda ajustes nas contas públicas.
Dilma assume seu segundo mandato com a economia estagnada e o discurso que adotou na campanha eleitoral em xeque, por causa das medidas que ela começou a tomar para arrumar as contas do governo, que devem fechar este ano no vermelho.
A presidente escolheu um economista de perfil conservador para ser seu próximo ministro da Fazenda, Joaquim Levy. Ele tem defendido mudanças para reequilibrar as finanças públicas e conter a expansão dos gastos do governo federal.
Apesar de, na semana passada, Dilma ter autorizado medidas que restringem o acesso a benefícios sociais como seguro-desemprego e pensão por morte, embora tenha prometido durante a campanha que não mexeria em direitos trabalhistas, nesta quinta, Dilma afirmou que tem o compromisso de manter todos os benefícios trabalhistas e previdenciários no país.
Dilma focou o início do seu discurso em defender os programas sociais criados desde o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e que foram continuados em sua gestão.
"Esse projeto de nação triunfou e permanece devido aos grandes resultados que conseguiu até agora, e porque também o povo entendeu que este é um projeto coletivo e de longo prazo. Este projeto pertence ao povo brasileiro, e mais do que nunca é para o povo brasileiro com o povo brasileiro que vamos governar. A partir do extraordinário trabalho iniciado pelo governo Lula, continuado por nós, temos hoje a primeira geração de brasileiros que não vivenciou a tragédia da fome", afirmou.
A presidente iniciou sua fala exaltando o poder das mulheres no país. "Volto a esta Casa com a alma cheia de alegria, responsabilidade e esperança. Sinto alegria por ter honrado o nome da mulher brasileira. O nome de milhares de mulheres guerreiras, que voltam a encarnar o mais alto posto dessa nossa grande nação", disse.
O discurso feito por Dilma no plenário da Câmara é a sua principal fala durante a cerimônia de posse. Ela se pronunciará novamente, do parlatório do Palácio do Planalto, em uma breve saudação às pessoas presentes na praça dos Três Poderes.
Antes do seu discurso principal, Dilma e Temer prestaram o compromisso constitucional, que é um juramento público. "Prometo manter e defender a Constituição. Prometo observar as leis, promover bem geral do povo, sustentar união, integridade e independência do Brasil. Assim prometo", disse.
Após os juramentos, o presidente do Congresso, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), declarou Dilma e Temer
Empossados nos cargos de presidente e vice-presidente da República a partir de hoje até 31 de dezembro de 2017.
Calheiros comandou o rito da posse. Ele sentou-se ao centro da mesa do plenário da Câmara. Dilma sentou-se à sua direita e Temer à sua esquerda. Também compuseram a mesa o presidente do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski, o presidente da Câmara, deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), o vice-presidente da Casa, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP) e o terceiro secretário da Mesa Diretora, Maurício Quintella Lessa (PR-AL).
Dilma é a primeira mulher a governar o Brasil e foi reeleita em outubro após a eleição presidencial mais acirrada desde a democratização.

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