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Tratamentos médicos aterrorizantes que já foram usados no século 18

Escrito por REDAÇÃO
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1. A “cura” para o feminismo

Já no fim do século 18, os médicos tiveram que enfrentar uma “epidemia” que parecia não ter explicação: mulheres se comportavam de maneira estranha, se recusando a jantar na despensa e exigindo direito de voto. Para o neurologista Silas Weir Mitchell, a solução era simples: curar a “histeria”.

As sessões desenvolvidas pelo médico consistiam em repouso absoluto em camas que eram desenvolvidas para pessoas em coma ou mortas. As mulheres diagnosticadas com tal “doença” eram obrigadas a ficar por até 60 dias sem falar, ler, desenhar ou qualquer atividade que pudesse estimular suas mentes.

Foto: Reprodução

Para piorar, como parte do tratamento, elas eram alimentadas apenas com pão, manteiga, leite e costeletas de carneiro. O motivo? Mitchell estava convencido de que mulheres mais gordas sofriam menos com tais “problemas mentais”.

Para evitar a atrofia muscular, enfermeiros realizavam massagens nas pacientes – acredite, foi daí que surgiu o vibrador!

Entre as mulheres que receberam o tratamento, estavam as escritoras Virginia Woolf e Charlotte Perkins Gilman, que alertaram para os efeitos contraproducentes e acusaram o método de ter o objetivo de perpetuar a subjugação das mulheres. 

Para ninguém alegar que não estamos contanto a história por completo, alguns homens também recebiam estes cuidados. Mas, por algum motivo que nós desconhecemos, eles tinham a opção de “descansar” ou viajar para o Oeste e desfrutar de atividades terapêuticas, como equitação e caça. Bem justo, né?

2. Para a gagueira, a solução era cortar a língua

Acredite, a medicina do século 18 é uma caixinha de surpresas! Se você fosse gago, corria o risco de ter sua língua cortada! Para que você possa sentir um pouco do drama, olha só os materiais usados no procedimento: 

Foto: Reprodução

Quem teve a ideia de tal técnica foi o cirurgião alemão Johann Friedrich Dieffenbach, que acreditava que a gagueira era causada por espasmos na “caixa de voz” que ressoavam no comprimento da língua. Assim, o tratamento consistia em fazer uma incisão horizontal na raiz da língua e retirar um pedaço do órgão. 

3. Para detectar problemas com a urina, nada melhor do que bebê-la

Nem sempre os médicos tiveram à sua disposição equipamentos e métodos tecnológicos para descobrir o que os seus pacientes tinham de errado. Lá no início da profissão, basicamente, o problema tinha que ser algo que eles pudessem ver, ouvir, cheirar, tocar ou sentir o gosto.

Foto: Reprodução

Sendo assim, como descobrir mais sobre a saúde interna de um paciente pela urina? Com base na observação de que as formigas eram atraídas para a urina de pacientes diabéticos, alguns médicos chegaram à conclusão de que tal líquido, secretado pelos rins, deveria ser doce. Já que eles não podiam treinar os insetos para os diagnósticos, a solução encontrada foi beber o xixi dos pacientes.

Em 1674, o médico Thomas Willis observou que a urina de um de seus pacientes diabéticos era “maravilhosamente doce, como se estivesse misturada com mel ou açúcar”. Eca!

4. A cura das hemorroidas envolvia um ferro em brasa

Vamos combinar, até hoje ninguém quer ter hemorroidas! Mas, se você fosse azarado o suficiente para sofrer deste problema na Idade Média, não pense que ganharia uns cremes e almofadinha para sentar! O tratamento era à base de ferros em brasa que eram colocados lá mesmo, onde não bate Sol! 

Fonte- .megacurioso.com.br







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