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Após prisão de PMs em Londrina, associação divulga nota de repúdio

A Assofepar divulgou uma nota de repúdio relativa à prisão e condução coercitiva de policiais militares - Foto: PM - Divilgação
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A Associação dos Oficiais Policiais e Bombeiros Militares do Estado do Paraná (Assofepar) divulgou neste final de semana uma nota de repúdio relativa à prisão e condução coercitiva de policiais militares acusados de envolvimento em 12 mortes ocorridas em Londrina (norte do Paraná) entre a noite de 29 de janeiro e a madrugada do dia 30, logo após o assassinato do solado Cristiano Botinno, morto em emboscada na zona norte da cidade.

“Somos favoráveis à condução de investigações sérias e responsáveis, pautadas no interesse público e nas garantias constitucionais. Exigimos que a presunção de inocência, assim como o direito à ampla defesa e ao contraditório, sejam rigorosamente observados. Não podemos compactuar com o desrespeito aos Militares Estaduais, que se dedicam continuamente ao socorro da população paranaense, em todos os municípios deste Estado, muitas vezes com o sacrifício da própria vida”, diz a nota. 

A associação faz um comparativo entre a operação deflagrada repudiando as exposições e constrangimentos sofridos por “profissionais da área de segurança e pessoas inocentes” diante de seus parentes e da sociedade em geral.

“Destacamos que os Militares Estaduais carregam nas costas a maior parcela da segurança pública deste Estado. Além das ações de Polícia Militar e Bombeiro, viabilizam os trabalhos da SESP, DIEP, GAECOS, Forças Tarefas e Assessorias, nos diversos órgãos e instituições”, ressalta um trecho da nota A Assofepar adianta que o departamento jurídico e de direitos humanos está acompanhando o caso e tomando providência contra supostos “abusos cometidos”.

REPARAÇÃO DE GARANTIAS

O advogado criminalista Claudio Dalledone foi contratado para, de acordo com a associação, reparar garantias constitucionais dos PMs presos.“Conclamamos os Militares Estaduais, para que não sejam complacentes com ‘encenações teatrais’, montadas para projetar pessoas e instituições, maculando a imagem da Corporação e de seus integrantes. Esperamos resposta da SESP, sobre a sua participação neste infeliz episódio, bem como das medidas tomadas para evitar a prevalência de interesses escusos às custas da dignidade dos profissionais da segurança pública”, finaliza a nota.

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