Economia

Serviço sob demanda chega aos escritórios

Da Redação ·

Uma tendência vai ajudar na expansão de um novo modelo de negócio, que é o "office pass". Trata-se de um estilo similar ao que fez a Gympass virar unicórnio: um aplicativo que permite que as pessoas agendem espaços de trabalho em qualquer região, seja por um dia, uma semana ou até mesmo horas. A Regus, por exemplo, acaba de lançar o seu serviço, chamado de "on demand".

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A startup Beer or Coffee também está apostando nesse modelo para ampliar os negócios. Atualmente, a empresa tem uma plataforma de agendamento de espaços em 1,1 mil coworkings espalhados por 160 cidades do País, incluindo as grandes do setor como WeWork e a Regus.

Segundo Roberta Vasconcellos, que é CEO da startup, a pandemia mudou a maneira como as empresas passaram a contatar a plataforma. Se antes o interesse era para prazos mais longos de estadia, agora o modelo sob demanda tem ganhado mais espaço e crescido de maneira acelerada. "Até 2023, acredito que esse modelo representará 60% do faturamento da empresa", afirma Roberta.

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Diferencial. A startup Dock Tech é uma das clientes da Beer or Coffee e passou a oferecer o benefício como uma forma de retenção e atração de novas pessoas, o que vem dando certo, segundo Camila Shimada, líder da área de recursos humanos.

"Não vemos isso como um custo, mas como um investimento. Ainda mais em uma empresa de tecnologia, esse é o tipo de benefício que faz a diferença para contratar novos talentos", afirma Camila.

O iFood também optou pelo serviço da Beer or Coffee para complementar os 12 espaços privativos que a empresa já possui em coworkings. De novembro para cá, foram mais de 2 mil reservas avulsas pela plataforma.

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No caso da Algar Telecom, a adoção de escritórios em coworkings já era uma realidade, mas, assim que a pandemia acabar, a empresa oferecerá o "office pass" para colaboradores em mais de 40 cidades poderem trabalhar perto de casa.

"A decisão foi baseada em uma pesquisa interna, que identificou que 93% dos colaboradores apoiariam a adoção de uma rotina remota, sendo que 59% defenderam um modelo híbrido", diz Ana Paula Rodrigues, vice-presidente de Gente.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.