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Campos Neto: Estou otimista, Brasil tem chance de ser a grande estrela

A "rearrumação" da economia mundial pode favorecer o Brasil, afirmou nesta quinta-feira, 23, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto. "Qual é o País no nosso bloco com capacidade de produzir com energia limpa para uma grande população, um grand

Marianna Gualter e Francisco Carlos de Assis (via Agência Estado)

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Escrito por Marianna Gualter e Francisco Carlos de Assis (via Agência Estado)
Publicado em 23.11.2023, 20:28:00 Editado em 24.11.2023, 14:17:23
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A "rearrumação" da economia mundial pode favorecer o Brasil, afirmou nesta quinta-feira, 23, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto. "Qual é o País no nosso bloco com capacidade de produzir com energia limpa para uma grande população, um grande mercado de trabalho e consumidor? O Brasil tem a chance de ser essa grande estrela", disse. Campos Neto disse que há um pessimismo muito grande com o País. "Quando paramos e pensamos, o Brasil é um dos únicos países que seguem uma agenda de reformas", emendou. "Fizemos a reforma da Previdência, várias microeconômicas e do saneamento", disse o presidente do BC. "Agora fizemos o arcabouço fiscal em um momento em que ninguém acreditava que o governo teria disciplina fiscal, e estamos seguindo com reformas, como a tributária." O banqueiro central disse que está otimista, mas destacou que é necessário que o País encontre equilíbrio fiscal, olhe mais para o meio ambiente - o que ressaltou que melhorou - e tenha uma mensagem mais forte de respeito a contratos.

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Diminuir crédito direcionado e aumentar mercado de capitais é indicador de melhoria

Campos Neto ao falar sobre o mercado de crédito no Brasil, ressaltou que diminuir o volume de crédito direcionado e, ao mesmo tempo, aumentar o volume de financiamentos pelo mercado de capitais seria um bom indicador de melhoria. De modo geral, segundo banqueiro central, o volume de crédito no Brasil é ainda relativamente baixo porque o custo de recuperação de crédito no País é muito custoso. Esse processo se dá por vias judiciais e não extrajudicial, o que torna as ações demoradas e caras demais. "A recuperação de crédito no Brasil é muito baixa, é de R$ 0,18 por R$ 1,00. Pior que o Brasil, se não me engano, só Venezuela, Haiti, Burundi e Zimbábue. África", disse destacando que por isso a importância de se fazer micros reformas para que pequenos valores de recuperação de crédito possam ser feitos extrajudicialmente. De acordo com o presidente do BC, quando o crédito a ser recuperado é baixo o credor não esboça o menor esforço para recuperá-lo. Isso ocorre porque invariavelmente o custo de recuperá-lo acaba sendo maior que o valor inadimplido. Por isso, com a micro reforma que está sendo feita, de acordo com o banqueiro central, serão ampliados muito os modelos de negócios. Campos Neto participou de evento da Endeavor, em São Paulo.

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