Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Economia

publicidade
ECONOMIA

Brasil teve avanços institucionais importantes nos últimos anos, afirma Campos Neto

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

O presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, disse nesta segunda-feira, 4, que o Brasil teve avanços institucionais importantes nos últimos anos, o que contribui para a estabilidade financeira e de preços. "De forma geral, estamos avançando em ganhos institucionais", afirmou, ao responder a perguntas após palestra na Associação Comercial de São Paulo (ACSP).

Entre os ganhos institucionais, ele citou o controle de gastos públicos, com a regra do teto, que foi substituída por um novo arcabouço fiscal, e a própria autonomia operacional do BC.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

Esses ganhos institucionais, conforme Campos Neto, são importantes para a estabilidade tanto de preços quanto financeira, apoiando assim os investimentos de longo prazo e o crescimento.

Autonomia financeira do BC

O presidente do BC defendeu ainda a ampliação da autonomia da autarquia. A autonomia financeira e administrativa, prevista em uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) em tramitação no Congresso, foi apontada por ele como um "passo natural".

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Conforme Campos Neto, quase todos os bancos centrais - mais de 90% - que têm a autonomia operacional contam também como a autonomia financeira. Com ela, o banco central pode definir sua própria política de pessoal, incluindo os salários pagos aos servidores, que têm se mobilizado por bônus e reajustes salariais.

Ao responder a perguntas sobre o tema após palestra na ACSP, Campos Neto disse ser importante preservar o quadro técnico qualificado do BC para manter a autarquia inserida na agenda de tecnologia e inovação, que trouxe frutos como a criação do Pix.

O sistema de pagamentos instantâneos desenvolvido pelo BC é, conforme Campos Neto, apenas a "ponta do iceberg" das inovações que estão sendo trabalhadas para ampliar a inclusão financeira no Brasil. "Por isso, é importante o BC funcionar de forma autônoma", disse. "O corpo de funcionários do BC é técnico, e tenho confiança de que continuará técnico", acrescentou.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Segundo o presidente do BC, os funcionários estão "muito comprados" no processo de autonomia do BC.

Campos Neto frisou que a remuneração, que leva servidores a trocar a autarquia por oportunidades no setor privado, tem causado crises internas no BC. Ao ressaltar que o debate precisa ser técnico, ele disse que não quer alimentar ruídos na mídia e revelou que o BC está preparando um documento sobre como foi a experiência de vários países que adotaram a autonomia financeira.

"Se bem explicado e conversado com o governo e o Legislativo, todos vão entender o beneficio dessa autonomia", declarou Campos Neto, acrescentando que tirar o BC do orçamento da União permitirá que a autarquia faça melhores entregas à sociedade.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Lembrando da conquista da autonomia operacional, o presidente do BC disse que a possibilidade de incluir a autonomia financeira também foi considerada na época. A decisão, porém, foi de restringir a proposta à autonomia operacional, que era, como reconheceu Campos Neto, o ponto mais importante.

Questionado se a autonomia conquistada até aqui pelo BC é irreversível, ele respondeu que nada é irreversível, mas espera que seja.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Economia

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV