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    Armas do PCC foram compradas com licença para CACs

    Segundo investigação do Denarc, a estratégia do grupo foi o uso de "laranjas" para conseguir a compra de armas de forma legal.

    Armas do PCC foram compradas com licença para CACs
    Foto por Reprodução
    Escrito por Da Redação
    Publicado em 04.06.2022, 13:14:05 Editado em 04.06.2022, 13:14:04
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    A Polícia Civil apreendeu nesta quinta-feira (2) armas de um núcleo do PCC que tinham sido compradas por meio de licenças para colecionadores. O pequeno arsenal conta com fuzil, submetralhadora e pistolas que estavam em poder de pessoas ligadas a Anselmo Santa Fausta, chefe da facção morto em dezembro. A reportagem é do R7.

    Segundo Genésio Léo Junior, delegado-chefe do Denarc (Departamento Estadual de Prevenção e Repressão ao Narcotráfico), a estratégia do grupo foi o uso de "laranjas" para conseguir a compra de armas de forma legal para CACs (colecionadores, atiradores desportivos e caçadores).

    "Eu tenho passagem pela polícia, mas meu irmão não tem, meu cunhado não tem. Ele vai e tira o CAC de atirador, de colecionador, retira essas armas de forma legal, mas não necessariamente o meu irmão faz uso. Eu posso fazer uso", exemplificou o delegado-chefe em alusão à estratégia adotada pela facção.

    As armas, avaliadas em R$ 50 mil, foram encontradas na casa de uma pessoa com renda mensal de R$ 2.000, o que reforça a tese da atuação de laranjas no esquema.

    Investigação

    A ação desta quinta-feira teve como um dos alvos uma empresa de ônibus que atua na zona leste da capital e que teria o traficante Santa Fausta como um de seus donos antes de sua morte. Ele usava um nome falso para figurar entre os sócios da companhia, ao lado de outros traficantes e laranjas.

    Uma das frentes da investigação diz respeito à lavagem de dinheiro feita pelo grupo. Santa Fausta, juntamente com outro traficante morto recentemente, Cláudio Marcos Almeida, o Django, colocava dinheiro sujo em apostas de loterias. Eles investiam altas quantias em apostas e perdiam parte do dinheiro. No entanto, com bilhetes premiados, conseguiam "limpar" parte do montante, dando uma origem lícita ao dinheiro. O grupo arrecadou ao menos R$ 40 milhões com essa estratégia e ampliou consideravelmente o capital da empresa de ônibus dias após receber um prêmio. 

    A investigação prossegue. Nesta quinta, foram cumpridos 62 mandados de busca e apreensão na capital, na região metropolitana e no interior de São Paulo. A ação recebeu o nome de Operação Ataraxia, e o material apreendido foi levado para a sede do Denarc, na região do Bom Retiro, no centro de São Paulo.

    Por, R7.

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