Cotidiano

Diretor da Alep é um dos preso pelo Gaeco na investigação de contrato irregular do Detran

Da Redação ·
Imagem ilustrativa da notícia Diretor da Alep é um dos preso pelo Gaeco na investigação de contrato irregular do Detran
Diretor da Alep é um dos preso pelo Gaeco na investigação de contrato irregular do Detran

O ex-diretor geral do Departamento de Trânsito do Paraná (Detran-PR) e atual diretor-geral da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), Marcello Alvarenga Panizzi, é um dos presos na operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Paraná (MP-PR) nesta quarta-feira, 20. A ação investiga o direcionamento do edital do Detran-PR para o credenciamento de empresas que prestam o serviço de registro de financiamento de veículos no estado.

continua após publicidade

Além de Panizzi, também foram expedidos mandados de prisão contra três servidores comissionados na época do lançamento do edital e um ex-assessor da Governadoria do Estado do Paraná. Ao todo, são cumpridos cinco mandados de prisão temporária e sete mandados de busca e apreensão.

Panizzi foi nomeado diretor-geral do Detran-PR pela então governado Cida Borghetti (PP). Ele tomou posse em 26 de abril do ano passado e ficou até dezembro. O advogado foi diretor-geral da antiga Secretaria de Estado do Trabalho, Emprego e Economia Solidária, diretor do Instituto das Águas do Paraná e atualmente é diretor-geral da Assembleia Legislativa do Paraná.

continua após publicidade

Operação Taxa Alta deflagrada nesta quarta-feira (20), pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco),  do Ministério Público do Paraná (MP/PR). A Operação investiga o suposto direcionamento do credenciamento de empresas responsáveis pelo registro de contratos de financiamento de veículos, o que envolve as operações de alienação fiduciária, arrendamento, reserva de domínio ou penhor.

O processo destinava-se ao credenciamento de empresas responsáveis pelo registro eletrônico de contratos de financiamentos de veículos com cláusulas restritivas à venda (anotações de alienação fiduciária, arrendamento, reserva de domínio ou penhor). As buscas estão sendo realizadas em residências em Curitiba, Maringá e Brasília, além da sede de uma empresa também em Brasília.

Manipulação 

continua após publicidade

As investigações referem-se ao procedimento de credenciamento 001/2018 do Detran, que foi concretizado em agosto de 2018. Segundo as investigações do Gaeco, o processo foi manipulado de modo a beneficiar uma das vencedoras – um dos servidores com mandado de prisão expedido já havia sido, inclusive, preposto de outra firma pertencente ao sócio-diretor da empresa beneficiada.

A empresa investigada faturou, entre novembro de 2018 e junho de 2019, cerca de R$ 77 milhões. Ela realizou pedido de credenciamento para o serviço 24 horas após a publicação do edital e, por um período, praticamente monopolizou a atividade, em razão de ter sido beneficiada no início e ter atuado de modo exclusivo.

Um aspecto relevante é que o preço atualmente cobrado pelo serviço (que recai sobre os adquirentes de veículos financiados) é de R$ 350. Entretanto, antes do credenciamento, os custos eram de cerca de R$ 150.

Colaboração, Bem Paraná

Tags relacionadas: #Detran #gaeco #operação