Cotidiano

Educadoras acusadas de agredir pelo menos 20 crianças em creche colocam tornozeleira eletrônica

Da Redação ·
Duas educadoras acusadas de agredir crianças em uma creche de Rondon, no noroeste do Paraná, colocaram as tornozeleiras eletrônicas - Foto: Guilherme Pinto / Agência O Globo
Duas educadoras acusadas de agredir crianças em uma creche de Rondon, no noroeste do Paraná, colocaram as tornozeleiras eletrônicas - Foto: Guilherme Pinto / Agência O Globo

Duas educadoras acusadas de agredir crianças em uma creche de Rondon, no noroeste do Paraná, colocaram as tornozeleiras eletrônicas na quarta-feira (20), na Penitenciária Estadual de Cruzeiro do Oeste (Peco), também no noroeste do Estado.

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De acordo com o Ministério Público do Paraná (MP-PR), o benefício de responder em liberdade foi concedido pela Justiça porque elas têm curso superior. Outra opção, segundo a promotoria, seria deixá-las em cela especial, o que não há nas cadeias da região.

As educadores deverão permanecer em casa. Saídas e mudanças de endereço devem ser comunicadas à Justiça. Em caso de desrespeito às regras, elas perderão o benefício e irão para a cadeia, conforme com o MP-PR.

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As mulheres se entregaram à polícia no dia 14 de dezembro, em Cidade Gaúcha, no noroeste do Paraná. Elas eram consideradas foragidas desde 30 de novembro.

As duas são acusadas de torturar crianças de dois e três anos de idade e tiveram a prisão preventiva decretada.

Educadoras acusadas de agredir pelo menos 20 crianças em creche colocam tornozeleira eletrônica fonte: Reprodução

Pelo menos 20 crianças foram submetidas a intenso sofrimento físico e psicológico em creche pelas educadoras, conforme denúncia do MP-PR  - Foto: RPC/Reprodução

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Maus-tratos
Câmeras de segurança foram instaladas na creche onde as duas trabalhavam depois que a Secretaria de Educação do município recebeu denúncia de maus-tratos, no final de outubro. Os equipamentos captaram imagens das agressões.

A denúncia do MP-PR detalha ainda que pelo menos 20 crianças foram submetidas a intenso sofrimento físico e psicológico por meio da aplicação de castigos, como empurrões, puxões de cabelo e de orelha, apertões e outras condutas inadequadas para função.

Com informações da RPC