Mais lidas
Cotidiano

MP-PR apresenta denúncia contra duas educadoras acusadas de agredir crianças em creche

.

Pelo menos 20 crianças foram submetidas a intenso sofrimento físico e psicológico pelas educadoras, conforme denúncia do MP-PR  - Foto: RPC/Reprodução
Pelo menos 20 crianças foram submetidas a intenso sofrimento físico e psicológico pelas educadoras, conforme denúncia do MP-PR - Foto: RPC/Reprodução

O Ministério Público do Paraná (MP-PR) apresentou denúncia contra duas educadoras de uma creche municipal de Rondon, no noroeste do Paraná, pela prática de tortura contra crianças de dois e três anos de cidade. As agressões foram gravadas por câmeras de segurança instaladas na unidade, depois que a Secretaria de Educação do município receber denúncia de maus-tratos.

A a conselheira tutelar em Rondon, Eliana Cristina Leme Volpato, disse que as imagens gravadas na creche caracterizam a violência. “A agressão física se caracterizava quando a professora pegava uma criança com violência de um determinado lugar e colocava no outro, com muita força. Puxava a criança pelo braço, pelo cabelo. Houve um momento também que ela atirou um calçado em uma criança, como não acertou, ela atirou novamente. Parecia que o alvo era a cabeça da criança”, detalhou.

A pena prevista para o crime de tortura é de 2 a 8 anos de prisão, mas as acusadas podem receber penas maiores, já que os crimes foram praticados em três dias diferentes, segundo o MP-PR.

As duas educadoras estavam em estágio probatório e foram afastadas de suas funções assim que as agressões foram comprovadas, no fim de outubro, conforme a Secretaria de Educação.

De acordo com o MP-PR, várias crianças foram submetidas a intenso sofrimento físico e psicológico por meio da aplicação de castigos, como empurrões, puxões de cabelo e de orelha, apertões e outras condutas.

Além da denúncia, a promotoria determinou a abertura de novo inquérito policial para apurar a prática de tortura por omissão envolvendo a diretora da creche, que não foi investigada pela Polícia Civil.

Com informações do Ministério Público do Paraná

×

Newsletter

Conteúdo direto para você:

Quero Receber