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Implante de retina artificial pode restaurar a visão em milhões de pessoas, afirmam cientistas

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Foto - Pixabay/imagem ilustrativa
Foto - Pixabay/imagem ilustrativa

Pesquisadores do Instituto Italiano de Tecnologia desenvolveram um implante retinal que pode devolver a visão para ratos de laboratório, e estão planejando testar o procedimento em humanos até o final do ano. De acordo com os cientistas, o implante converte a luz em sinais elétricos que estimulam os neurônios da retina, e traz esperança para milhões de pessoas que sofrem com degeneração retinal, como a retinite pigmentosa, em que as células fotorreceptoras morrem, impactando na visão periférica, central e na discriminação de cores.

A retina fica no fundo do olho, e é formada por milhões de cones e bastonetes, que são os responsáveis por captar a luz que bate nos olhos. Mutações em qualquer um dos 240 genes identificados relacionados à retina pode causar a degeneração retinal. Nesses casos, as células da retina são afetadas, mas os nervos ao seu redor continuam intactos, o que permite que este implante do Instituto Italiano de Tecnologia funcione.

O implante é feito de uma camada fina de polímero condutor, colocado em uma base e coberto por um polímero semicondutor. Este polímero semicondutor age como um material fotovoltaico, absorvendo fótons quando a luz penetra na lente dos olhos. Quando isso acontece, eletricidade estimula os neurônios retinais, preenchendo a falha que existe na retina do paciente.

Para testar o implante, pesquisadores o colocaram nos olhos de ratos geneticamente selecionados para desenvolver a degeneração retinal. Depois que os ratinhos se recuperam da cirurgia por 30 dias, os pesquisadores testam a sensibilidade para a luz, comparando o reflexo pupilar dos indivíduos transplantados com os de ratos saudáveis e ratos com a degeneração que não passaram por tratamento.

O que os pesquisadores observaram é que com a baixa intensidade de 1 lux (o equivalente à luz da lua cheia) os ratos tratados não mostravam resultados muito melhores que os ratos sem tratamento. Já quando essa luminosidade aumentava para 4-5 lux (a luminosidade do céu crepuscular) os ratos tratados mostravam resultados semelhantes aos animais saudáveis. 

Usando um aparelho de tomografia para monitorar as atividades cerebrais dos ratos durante os testes de sensibilidade à luz, ospesquisadores viram uma melhora na atividade do córtex visual primário, que processa a informação visual.

As informações são do portal Science Alert

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