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    Secretário de Arapongas esclarece polêmica sobre vacinação

    A Comissão Especial de Investigação (CEI) da Assembleia divulgou que pelo menos 39 cidades do Paraná são alvos de denúncias de pessoas que se vacinaram com o CPF de mortos

    Secretário de Arapongas esclarece polêmica sobre vacinação
    Foto por Reprodução
    Escrito por Da Redação
    Publicado em 08.06.2021, 11:13:47 Editado em 08.06.2021, 11:39:22
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    Após a Comissão Especial de Investigação (CEI) da Assembleia divulgar que pelo menos 39 cidades do Paraná são alvos de denúncias de pessoas que se vacinaram com o CPF de mortos e que Arapongas  apresentou o maior número ocorrências no Estado, o secretário municipal da Saúde, Moacir Paludetto Júnior, criticou nesta terça-feira (08) a notícia repassada. 

    “Esse é o tipo de notícia que infelizmente atinge o trabalho das equipes de vacinação e tenta denigrir os profissionais que atuam na linha de frente de combate à Covid. A CEI e os próprios veículos de comunicação precisam apurar melhor esse tipo de coisa antes de sair por aí propagando notícias inverídicas e confundindo a população”, afirma o secretário.

    No caso de Arapongas, segundo ele, já havia uma investigação interna aberta por ordem do prefeito Sérgio Onofre para tratar desse fato. “Ocorre, no caso de Arapongas, que foram emitidas listas prévias nas UBS de acordo com a faixa etária para termos uma base de quantas pessoas seriam vacinadas. Os nomes dos vacinados eram marcados nessa lista, manualmente, para no final do dia serem incluídos no sistema. Como na época estávamos vacinando os mais idosos, algumas dessas pessoas já haviam falecido. Porém, quando da inclusão no sistema, o servidor responsável acabou cadastrando a lista inteira e não apenas os nomes marcados como vacinados, gerando esta confusão”, explica o secretário.

    O secretário ainda informou que tanto não houve vacina para essas pessoas que não há ficha individual de vacinação, tampouco houve retorno para tomar a segunda dose. “Ninguém se valeria de documentos de falecido para tomar apenas uma dose, o que descarta a hipótese de fraude. Nosso sistema não tem integração com a base de dados de óbitos, daí porque aceitou a inclusão desses nomes”, acrescenta o secretário.

    Ainda de acordo com Paludetto, outra prova de que tudo não passou de uma falha cadastral é que todos os nomes constam como “vacinados” na mesma data, 11/02/2021, e são da mesma UBS.

    Moacir afirma que se a CEI ou os veículos de comunicação que se apressaram em noticiar o caso já na segunda-feira tivessem entrado em contato com a Secretaria Municipal de Saúde saberiam que um procedimento interno já havia apurado a falha e que o próprio Ministério Público está ciente e acompanhando o caso juntamente com a Prefeitura. “O que nós pedimos é responsabilidade sempre, principalmente quando precisamos das equipes de vacinação e dos profissionais de saúde motivados para enfrentar esse momento tão difícil que estamos atravessando”, finaliza secretário.

    A reportagem do TNOnline entrou em contado com o secretário na noite de segunda-feira (7),por volta das 20h, para buscar mais informações, ele atendeu a ligação, porém, disse que estava em uma aula, que não poderia falar. Ele retornou a ligação às 22h, após o fechamento da edição. 



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