Arapongas

Manifestantes abrem de novo cancelas de pedágio de Arapongas

Segundo dia de protesto é realizado por funcionários de empresa terceirizada, que estão com salários atrasados

Da Redação ·

Manifestantes abriram novamente as cancelas do pedágio de Arapongas no começo da manhã desta quinta-feira (16). Os trabalhadores terceirizados da obra do Contorno Norte de Arapongas iniciaram o protesto nesta quarta-feira (15), na praça do pedágio na cidade.

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A Polícia Rodoviária Federal (PRF) acompanhou a ação e informou que o protesto foi pacifico. 

Segundo os manifestantes, a empresa Societá Construtora, contratada pela Viapar para a execução da obra e responsável pela contratação dos funcionários, não realizou os pagamentos de salários nos últimos meses, tanto dos trabalhadores, quanto de fornecedores. Por essa razão, no final da tarde, as cancelas do pedágio em Arapongas foram tomadas pelos funcionários que liberaram a passagem dos veículos em protesto.

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“São mais de 70 trabalhadores sem receber salários, alguns há pelo menos 2 meses sem o pagamento. As obras estão paralisadas desde o último dia 21 de agosto, quando a empresa nos mandou para casa, sem pagamento e sem direito trabalhistas, por estar sem condições financeiras de manter as obras”, contou Aguinaldo Sales, que prestava serviço com medição da obra.

Entre os funcionários prejudicados, estão moradores de Arapongas, Apucarana, Rolândia, Califórnia, Sarandi, Maringá e estado de São Paulo, alguns destes, sem condições de retornar para casa por não ter mais dinheiro.

Além deles, prestadores de serviços de transporte e alimentação que atendia aos funcionários da obra, também ficaram sem receber, desde o início das obras, há cerca de 5 meses. Somente o dono do restaurante, que preferiu não se identificar, contou que o prejuízo passa dos R$ 70 mil. Já no caso do transporte, o prejuízo está perto dos R$ 200 mil, segundo o dono da empresa que não se identificou.

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O diretor do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Pesada no Estado do Paraná (Sintrapav) de Maringá Marcos Vinícius Canovas se reuniu com representantes da Viapar na tentativa de intermediar uma solução.

“A Viapar ofereceu transferir o pagamento de uma parcela que seria feito à empresa contratada para sanar as dívidas com os trabalhadores. Aguardamos que a Societá envie os documentos necessários para que a transação possa acontecer. Aguardamos a resposta a empresa devedora”, explicou o sindicalista.

No final da tarde, os trabalhadores tomaram a praça do pedágio como forma de protesto.

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Em nota, a Viapar informou que a empresa "garante que independente de qualquer paralisação de funcionários de empresas terceirizadas, não haverá atrasos nas obras do contorno".

A reportagem entrou em contato com a empresa Societá que informou que o caso está sendo tratado pelo Jurídico e que não vai se pronunciar sobre o assunto.