Apucarana

Variante: Saúde investiga morte de morador de Apucarana

Um exame comprovou que a mãe dele foi infectada com a variante

Da Redação ·
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fonte: Reprodução
Variante: Saúde investiga morte de morador de Apucarana

O chefe da 16ª Regional de Saúde, Altimar Carletto, informou na noite desta quarta-feira (2), que o homem de 58 anos que morreu no dia 17 de maio, era representante comercial e que investiga para saber se ele estava com a variante indiana. "Ele  estaria em isolamento domiciliar em função dos problemas de saúde. Tinha comorbidades, tinha sido submetido a angioplastia coronária por conta de problemas no coração”, repassou Carletto. 

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A mãe dele de 71 anos e o pai de 74, foram diagnosticados com coronavírus e se recuperaram da doença.

Exames comprovaram que a mulher estava com a variante indiana, sendo o primeiro caso do Paraná. Até o momento não há muitas informações de como a idosa foi contaminada com a mutação do vírus. 

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A saúde de Apucarana confirmou que o casal de idosos tinha tomada a vacina contra Covid-19.

A equipe de Vigilância Epidemiológica municipal realiza acompanhamento dos familiares e contatos próximos para tentar rastrear o vírus e descobrir a origem da contaminação. Segundo Carletto, não há informações de que alguém da família tenha viajado para Índia ou tenha mantido contato com alguém que viajou para o país indiano. 

“Vamos buscar um diagnóstico epidemiológico, porque essas pessoas já passaram pela doença. Então não há nada de importante clinicamente. Temos que buscar informações de onde veio e para onde foi o vírus desta cepa mutante, e temos condições de fazer isso buscando os exames RT-PCR ao entorno desta senhora”, informou Carletto.

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O chefe da regional disse que pessoas da família, amigos e até vizinhos foram contaminados pela Covid-19 na mesma época. As amostras dos exames destas pessoas passarão por análise genômica no Lacen/PR que está realizando a busca de amostras confirmadas para Covid-19, com data de coleta 15 dias anteriores e 15 dias posteriores à data de coleta do exame do caso confirmado, em toda a região da 16ª Regional de Saúde, que abrange 17 municípios.

Detalhes como o nome do homem que morreu ou bairro onde ele vivia não foram revelados. 

Beto Preto fala sobre nova cepa no PR e faz alerta

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O secretário de Estado de Saúde do Paraná, Beto Preto, fez um pronunciamento nesta quarta-feira (2) a respeito da confirmação do primeiro caso da cepa indiana de covid-19 registrado no Estado em uma paciente de 71 anos, residente no município de Apucarana, no Norte do Estado.

O secretário detalha as ações epidemiológicas que serão tomadas e fez um apelo à população em relação ao feriado de Corpus Christi.

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Segundo secretário, equipes da Vigilância Epidemiológica do Estado vão analisar casos confirmados no mesmo período no município – a paciente apresentou sintomas em 19 de abril – e encaminhar material para sequenciamento genônico.

Beto Preto também pediu que a população redobre cuidados no feriado. “Estamos às portas de um novo feriado e muitas pessoas vão viajar. Quero mais um vez chamar atenção para esse deslocamento. Mesmo as reuniões familiares, as chamadas aglomerações do bem podem se traduzir em situações de tragédia”, afirmou.

Quais os riscos da nova cepa indiana do coronavírus? De acordo com a OMS a variante está sendo classificada como um tipo "digno de preocupação global".

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Variante é mais transmissiva

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS) a variante B.1.617 está sendo classificada como um tipo "digno de preocupação global".

A análise genética revelou que essa variação apresenta mutações importantes nos genes responsáveis por se conectar às células humanas e dar início à infecção. Essas mutações genéticas aumentam a capacidade de transmissão do vírus e permitem que ele consiga invadir nosso organismo com mais facilidade.

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Outras cepas do vírus

Segundo estudo da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), ao menos 92 cepas do coronavírus já transitavam pelo Brasil até abril deste ano, entre elas as três variantes até então consideradas “de preocupação global”: do Reino Unido (B.1.1.7), da África do Sul (B.1.351) e a P.1, de Manaus. Agora, com a identificação da variante indiana, considerada mais transmissível e “agressiva” pelos cientistas, autoridades de saúde, lideranças políticas e a própria ciência enfrentam um novo desafio.

Variante indiana no Brasil

No Brasil, são 9 casos confirmados até o momento: 6 no Maranhão, 1 no Rio de Janeiro, 1 em Minas Gerais e agora 1 caso no Paraná.

A maioria dos infectados chegou ao Brasil a bordo de um navio vindo de Hong-Kong. A embarcação com 6 trabalhadores indianos infectados segue sem atracar no Porto de São Luiz. No Rio de Janeiro e na cidade mineira de Juiz de Fora, os pacientes estiveram na Índia a trabalho e testaram positivo ao retornar ao Brasil. No Paraná, ainda não se sabe como a paciente teve contato com a variante. A Vigilância Epidemiológica do estado investiga e tenta fazer o rastreamento dos casos próximos confirmados para descobrir.

A Secretaria Estadual de Saúde (Sesa) do Paraná confirmou nesta quarta-feira (02), o primeiro caso da nova variante indiana da Covid-19 no estado.

Uma mulher de 71 anos, residente no município de Apucarana, com comorbidades, apresentou os sintomas da doença no dia 19 de abril, após contato com casos confirmados e realizou coleta de exame RT-PCR para diagnóstico no dia 26 de abril. Ela ficou hospitalizada neste período, mas teve alta logo em seguida. A paciente morava com o marido de 74 anos e o filho de 58 e os três foram diagnosticados com Covid-19. O filho faleceu no dia 17 de maio.

A cepa B.1.617 foi detectada pela primeira vez na Índia e é amplamente atribuída à onda devastadora de Covid-19 que atingiu os países do sul da Ásia nas últimas semanas. Além disso, se espalhou para o Reino Unido e pelo menos 43 outros países, nos quais a “variante indiana" se tornou uma expressão amplamente usada.