Finalmente o caso Maria Helena terá um desfecho. O crime que chocou Apucarana e ganhou destaque nacional, aconteceu em 2019 e o acusado, marido da vítima, Thomaz Oliveira de Mello é julgado nesta quinta-feira (23). Atuam no júri as advogadas Jaqueline Torres e Patrícia Fertonani, o promotor Eduardo Cabrini e o Juiz Oswaldo Soares Neto. A expectativa é que o julgamento se encerre no final do dia.
“É meu maior vazio. É uma ferida que nunca vai ser curada e todos os dias ela sangra”. A afirmação é Roselene Bispo Carvalho, de 30 anos. Ela é irmã da manicure Maria Helena, assassinada e jogada em um poço. Ela, como outros familiares, amigos e outras pessoas acompanham o julgamento.
Thomaz Oliveira de Mello, que será julgado pelos crimes de feminicídio e ocultação de cadáver. “Espero por justiça. Que ele seja condenado pela morte da minha irmã. Justiça pela vida dela. Ela me faz muita falta. Falta como irmã, como melhor amiga de todos os meus momentos. Falta dela ir em casa. Sinto falta dela me ensinar as coisas”, disse.
Maria Helena deixou dois filhos. Um garoto, que atualmente tem 12 anos e vive com o pai, e uma menina de seis anos. Ela mora com a avó materna, no Paraná. “Eles estão bem, dentro do possível. O meu sobrinho está com o pai, está bem e claro que lembra da mãe. A minha sobrinha também está bem, porém, em tratamento psicológico”, explica.
O júri estava marcado para acontecer em maio, porém, foi adiado a pedido da defesa, que faz questão que o réu esteja presente ao julgamento. Thomaz Oliveira de Mello está preso desde 2020, em Santa Catarina, onde cumpre pena de 11 anos de reclusão por um outro caso, naquele estado, de tentativa de feminicídio.
Repercussão
O caso ganhou repercussão porque, durante meses, parentes e amigos não tinham certeza do que havia ocorrido com a manicure, vista pela última vez em 11 de setembro de 2019. O marido, principal suspeito, fugiu poucos dias depois, com a filha, na época com 3 anos.
O corpo da manicure só foi encontrado oito meses depois, em 2 de maio de 2020, dentro de um poço em uma chácara no Recanto Belvedere. O local só foi revelado dois meses depois que o marido foi localizado e preso, em Santa Catarina, já morando com outra mulher. Após a prisão, Thomaz confessou que matou Maria Helena, deu detalhes de como retirou o corpo do apartamento dos dois e apontou o local onde ela foi encontrada.
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