Apucarana

Caso Alekson: comissão de direitos humanos da Seed virá a Apucarana

Funcionários da Secretaria de Educação, de Curitiba, vão acompanhar investigações e garantir apoio à família do estudante morto e também à comunidade

Da Redação ·
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Alekson Ricardo Kongeski, de 13 anos, morreu durante uma briga de adolescentes no Jardim Ponta Grossa
fonte: Arquivo da Família
Alekson Ricardo Kongeski, de 13 anos, morreu durante uma briga de adolescentes no Jardim Ponta Grossa

Integrantes da comissão de direitos humanos da Secretaria de Estado da Educação e do Esporte (Seed-PR), de Curitiba, devem chegar no final da tarde desta quarta-feira (22) a Apucarana para acompanhar as investigações da morte do estudante Alekson Ricardo Kongeski, de 13 anos. O garoto morreu durante uma briga de adolescentes no início da noite desta terça-feira (21) nas proximidades do Colégio Estadual Cívico-Militar Padre José Canale, localizado no Jardim Ponta Grossa, na zona norte da cidade.

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A informação é do professor Vladimir Barbosa da Silva, chefe do Núcleo Regional de Educação (NRE), de Apucarana. Segundo ele, esses profissionais especializados na área de direitos humanos vão atuar no amparo à família do estudante morto e também junto à comunidade escolar (professores e estudantes) do Colégio Padre José Canale.

“Os integrantes da Comissão de Direitos Humanos da Secretaria da Educação devem chegar no final da tarde. Eles vão conversar com familiares, professores e alunos. Nos próximos dias, serão organizadas reuniões e também palestras. A morte do estudante gerou muito sofrimento para todos”, assinala Vladimir.

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As aulas foram suspensas na escola nesta semana e serão retomadas apenas na próxima segunda-feira (27). O chefe do NRE afirma que o foco agora é dar atenção e amparo à família de Alekson. Ele afirma que tentou falar com os parentes nesta terça-feira, mas não foi recebido. “Entendo que é um momento de muita dor para todos, mas o Núcleo Regional de Educação vai atuar para prestar o amparo necessário à família”, acrescenta.

Vladimir afirma que o NRE está acompanhando as investigações da Polícia Civil, que informou, inicialmente, que o menino morreu após um mal súbito. O delegado-adjunto da 17ª Subdivisão Policial (SDP), Felipe Ribeiro Rodrigues, responsável pela apuração do Caso Alekson, disse que ouviu três adolescentes envolvidos nos fatos e algumas testemunhas.

“A investigação cabe agora à polícia. Vamos aguardar o desfecho e também o exame de necropsia no IML que vai confirmar a causa da morte”, diz Vladimir. O chefe do NRE reforça que a briga ocorreu após o período de aulas, fora da escola. Ele explica que o Colégio Padre José Canale, por ser cívico-militar, tem uma sexta aula, que termina às 18h30.

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“A escola não tinha informação sobre nenhum conflito entre os estudantes envolvidos, ou seja, não foi uma briga planejada. Além disso, envolveu alunos de colégios diferentes. O menino que morreu estudava no período da tarde no ‘Canale’, enquanto o outro aluno que aparece em um dos vídeos divulgados até agora é do ‘São Bartolomeu’. Os demais envolvidos na briga, segundo as informações que a gente tem, são do turno da manhã. Portanto, foi algo que ocorreu depois da aula, fora da escola”, diz Vladimir.

-LEIA MAIS: Garoto que morreu após briga em Apucarana sonhava em ser policial 

Ele observa que o fato foi registrado a 250 metros do portão do Colégio Padre José Canale. “Estava tendo uma disputa de futsal no (ginásio) Cebolão, com a presença de muitos estudantes. Algo pode ter surgido aí, mas essa investigação cabe à polícia”, diz. O chefe do NRE admite que o problema da violência escolar, de modo geral, preocupa.

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“Infelizmente, temos registrados muitos casos (de violência escolar). O problema, porém, ocorre também nas escolas particulares. Após a pandemia, a gente percebeu que os estudantes discutem e acabam se ameaçando pelas redes sociais. Depois, o conflito sai do campo virtual e chega às ruas, infelizmente”, assinala, observando que esse pode ser o caso do Padre José Canale, embora ele não tenha confirmação disso.

O secretário de Educação, Renato Feder, está acompanhando o caso e ligou nesta quarta-feira para o chefe do NRE de Apucarana.  Em nota, a Seed-PR lamentou a morte e disse que se solidariza com a família do estudante morto

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Veja a nota na íntegra da Seed-PR

“No fim da tarde desta terça-feira (21), um aluno morreu após uma briga nas proximidades do Colégio Estadual Padre José Canela, em Apucarana. O nome do aluno é preservado por questões de privacidade e respeito à família.  

Entre os agressores estariam alunos que frequentam o colégio e um estudante de outra instituição. Três deles foram levados à delegacia. As causas da briga ainda são desconhecidas. 

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A direção não estava ciente da possibilidade de conflito, foi informada da situação por meio de telefonemas e acompanhou o atendimento da Polícia Militar.

As aulas do colégio foram suspensas nesta quarta (22), devido ao luto da comunidade escolar, e devem ser retomadas na segunda (27).

O colégio promoverá ações pedagógicas de combate à violência, além de conversas para orientação dos estudantes e responsáveis.

A instituição de ensino também está prestando apoio à família do aluno morto e aos demais estudantes e responsáveis envolvidos no conflito.

A Secretaria de Estado da Educação e do Esporte (Seed-PR) lamenta a perda do estudante e se solidariza com a família, amigos e comunidade escolar”. 

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