Apucarana

Apucarana abre licitação para revitalizar pintura de prédio

A pintura ilustra desde o ano de 1997 a parede lateral do Condomínio Edifício Ariane, popularmente conhecido como “Prédio da Onça”

Da Redação ·
Imagem ilustrativa da notícia Apucarana abre licitação para revitalizar pintura de prédio
fonte: Reprodução/ Arquivo TN

Sete anos depois de declarar a pintura do  'prédio da onça' patrimônio artístico, histórico e cultural de Apucarana, a Prefeitura está licitando a revitalização da obra, localizada na lateral do Condomínio Edifício Ariane, na Praça Valmor Santos Giavarina, no centro da cidade. A publicação do pregão eletrônico aconteceu nesta segunda-feira (18). 

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O objetivo da licitação é contratar uma empresa especializada para prestação de serviço de recuperação do painel que ocupa a lateral inteira do prédio e é considerado um cartão-postal da cidade. O certame prevê valor máximo do serviço em R$229.903.

A licitação deve ocorrer no dia 4 de maio, na plataforma eletrônica www.comprasgovernamentais.gov.br. Em 2015, através de decreto municipal, a pintura de onça virou patrimônio artístico, histórico e cultural de Apucarana. 

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A obra de arte de 230 metros quadrados, que traz a imagem de uma onça em meio à mata nativa, foi feita com recursos públicos por um artista mato-grossense já falecido e ilustra desde 1997 a parede lateral do Condomínio Edifício Ariane, que por conta da pintura, acabou ficando conhecido popularmente conhecido como “Prédio da Onça”. 

Na época do tombamento da obra, a pintura corria o risco de ser removida. A intenção do condomínio era locar o espaço para uma empresa explorar com anúncios publicitários.  O temor pela destruição do painel, marca registrada do centro de Apucarana, mexeu com a opinião pública. Antes publicar o decreto, a Procuradoria Jurídica do Município sugeriu um tombamento amigável, mas a maioria dos moradores do prédio rejeitou a consulta feita pela Procuradoria Jurídica do Município.

Diante da negativa e com embasamento na legislação, a prefeitura recorreu ao tombamento compulsório. O Decreto Municipal nº 435/2015 foi assinado em 18 de agosto de 2015, pelo então Procurador Jurídico, Paulo Sérgio Vital e o então prefeito Beto Preto.