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Ação coletiva pede R$ 50 milhões para ressarcir vítimas de fraude

Mais de 80 pessoas de Apucarana e região tiveram criptomoedas sequestradas; prejuízo estimado ultrapassa R$ 4 milhões

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Ação coletiva pede R$ 50 milhões para ressarcir vítimas de fraude
Autor Foto: Reprodução/pixabay

Mais de quarenta pessoas de Apucarana, no norte do Paraná, pedem um ressarcimento de aproximadamente R$ 50 milhões em uma ação coletiva movida na Justiça contra uma empresa do mercado financeiro acusada de fraude e danos morais. As vítimas tiveram um prejuízo estimado em R$ 4 milhões após suas criptomoedas serem sequestradas por uma empresa que pertence a um morador de Curitiba e que já teria antecedentes por fraude financeira. Ao todo mais de 80 pessoas foram lesadas em Apucarana e região após acreditarem na promessa de alto rendimento de criptomoedas.

Nesta semana, foi realizada a primeira audiência com a participação de testemunhas arroladas no processo pela defesa dos investidores lesados e também da parte acusada. Segundo o construtor Fabrício Vicentini, que também foi lesado, a sentença deve sair no prazo de 15 dias. "Estamos confiantes do resultado da ação, pois foi possível reunir testemunhas e provas", afirma.

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ENTENDA

As vítimas foram chamadas para investirem na empresa, atraídas pela valorização da criptomoeda Dash, cotada entre U$150 a U$180 na época dos fatos. Ao conhecerem o negócio acreditaram que estavam investindo em uma empresa sólida, de confiança e começaram a investir com valores pequenos e, no início, tiveram investimentos pagos.

De acordo com informações apuradas pela Tribuna junto a defesa das vítimas, após ganhar a confiança dos investidores, o dono da empresa sequestrou as moedas e lançou uma nova no lugar, chamada Mindexcoin, sem autorização dos investidores. Em 15 dias, com essa troca de moeda a Mindexcoin perdeu valor de mercado e a empresa parou de fazer os pagamentos, com a justificativa de que a nova moeda estava com preço muito baixo, sem procura de mercado. Contudo o dinheiro investido ficou na conta do golpista.

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O golpe foi aplicado há aproximadamente dois anos. O morador de Curitiba, apontado como proprietário, tentou alegar que não era dono da empresa, no entanto as vítimas afirmam que reuniram provas suficientes no processo comprovando que ele é sim o dono.

Uma das vítimas ouvida pela Tribuna na época dos fatos disse que vendeu carros para investir na criptomoeda. “Eu parei de trabalhar com a minha empresa e por um ano recebia pela valorização das criptomoedas, até que pararam de nos pagar os rendimentos e trocaram o tipo da moeda por frações que desvalorizaram a zero. Então decidi investigar”, disse a vítima, que pediu para não se identificar.

Mesmo sendo vítima de um golpe, ele afirma que o investimento nas criptomoedas não foi equivocado, o problema foi confiar em uma pessoa envolvida em fraudes financeiras.

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