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“Matãozinho” recebe o Título de Cidadão Honorário de Apucarana

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Matãozinho recebe título das mãos da vereadora Márcia Sousa (Foto: Divulgação)
Matãozinho recebe título das mãos da vereadora Márcia Sousa (Foto: Divulgação)

Em sessão solene presidida pelo vereador Mauro Bertoli (DEM), foi realizada na noite de sexta-feira (29/09), a entrega do Título de Cidadão Honorário para o empresário Plínio Paulino Bacci, o “Matãozinho”. A honraria foi proposta pela vereadora Márcia Regina da Silva Sousa (PSD) e aprovada por unanimidade dos vereadores.

A solenidade, realizada no salão de eventos do Colégio Nossa Senhora da Glória, reuniu autoridades municipais, empresários, amigos e familiares do homenageado. Acompanharam a sessão também os vereadores  Edson Freitas (PPS), Gentil Pereira (PV) e Antônio Sidrin (DEM).

 “Sinto-me orgulhosa em saber que o Projeto de Lei nº 78/2017 foi votado e aprovado por unanimidade dos vereadores desta Casa de Leis e se transformou na Lei nº 65/2017 sancionada pelo prefeito Beto Preto, amigo particular do homenageado. Eu não só estou homenageando um ícone do rádio e da televisão, um empresário bem sucedido, mas alguém que atuou em prol do desenvolvimento da comunicação em Apucarana. Mas não só um comunicador, um ser humano autêntico; mas também o pai da minha melhor amiga: Adriana Bassi Lagana, o meu primeiro empregador e alguém por quem tenho elevada estima e consideração”, destaca, emocionada, a vereadora Márcia de Sousa. “Havia prometido a mim mesma que não choraria, mas desde o momento que resolvi lhe oferecer este título de reconhecimento e também do valor que tem para a cidade de Apucarana e para a minha família, não consigo contar as lágrimas”, completa.

A vereadora ressalta ainda que esta é a maior homenagem que o município pode oferecer a uma pessoa que é a de reconhecê-lo como cidadão apucaranense. “Este título não é capaz de traduzir a emoção e a importância que o senhor teve e terá na história de Apucarana e da minha vida”.

MATÃOZINHO SE EMOCIONA COM O TÍTULO

Ao receber o Título de Cidadão Honorário de Apucarana, Matãozinho se emocionou. “Esse é um dos momentos mais importantes da vida de um homem. Apucarana hoje tem 133 mil habitantes e eu fui escolhido no meio de 133 mil. Esse é um Título que vai ficar para sempre na minha família”, diz o homenageado.

Entre lembranças, histórias, recordações e muita descontração, Matãozinho fez um discurso que emocionou os amigos e familiares. “E nessa minha ida e nessa minha vida eu posso dizer que fui um homem muito feliz. Agradeço a minha mulher, a Martha, que sempre esteve ao meu lado, aos meus filhos maravilhosos – Liana, Adriana e ao Plininho, meus netos, bisneto. Eu agradeço ao povo de Apucarana que me ajudou a conquistar esse Título e agradeço a todos os vereadores que aprovaram por unanimidade o Título que foi proposto pela vereadora e amiga Márcia Sousa”.

HOMENAGENS

Matãozinho homenageou quatro amigos que acompanharam e foram parceiros em sua carreira ao alongo de todos esses anos: o radialista e Jornalista Antônio Penharbel Filho, radialista Luiz Brentan, jornalista Nelson Baltazar e para o empresário artístico Paulo Luzzi.

Ao entregar a Comenda Honorífica ao homenageado o presidente do legislativo Mauro Bertoli destaca que o Título de Cidadania Honorária é a maior honra que a Casa oferece às pessoas que reconhecidamente prestaram serviços e ajudaram no desenvolvimento social. “E neste caso, em especial no meio da comunicação, alegrando por vários anos a família apucaranense. O Título que hoje entregamos, que representa o povo da nossa cidade, adotou o Sr. Plínio Bacci oficialmente como filho da terra. A partir de hoje o “Matãozinho” passa ser nosso irmão, um conterrâneo. Pessoas como o senhor proba e justa só enriquecem a qualidade da cidadania de Apucarana. Apucarana esta em festa por constar na prole de seus filhos uma pessoa honrada com o senhor”, diz Bertoli.

Encerrando a solenidade, o prefeito Beto Preto (PSD) agradeceu a todos os vereadores por aprovarem em caráter unânime o Título de Cidadão Honorário ao Matãozinho. “Quando sancionei essa Lei fiquei agradecido por poder fazer parte de um pedaço da sua história de sua vida. Além de homenageá-lo, essa é uma homenagem também à Imprensa de Apucarana, de quando tudo começou. Ao entregarmos o Título, ao relembramos a história, nos lembramos da Rádio Cultura, da Rádio Difusora, da TV Tibagi que cobria quase todo o Estado do Paraná, da Tribuna da Cidade que teve uma circulação grande, que talvez seja a mãe e o pai, da Tribuna do Norte de hoje. E nessa entrega tivemos a oportunidade de passear um pouco pela história da comunicação, de tantos nomes que temos em nossa cidade”, relata o prefeito. “Quando homenageamos o Matãozinho nos lembramos da ligação entre a imprensa. Agradeço por ter aceito o Título, por ter identificado como uma grande honraria e isso também honra o município de Apucarana”, completa Beto Preto.

 HISTÓRICO

PLINIO PAULINO BACCI, nascido em 07 de setembro de 1938, em Amarilis, no estado de São Paulo. Em 1952, juntamente com familiares, mudou-se para Engenheiro Beltrão / Paraná.

A sua história em Apucarana teve início em 30 de agosto de 1954, vindo para trabalhar na torrefação de café. Alguns anos depois ingressou no serviço público, atuando na Secretaria de Saúde. Como sua família dependia da roça, teve que interromper seus estudos para ajudar na renda familiar, tendo cursado apenas o 2° ano primário.  Foi somente depois de adulto que retomou seus estudos, formando-se em Economia pela FECEA no ano de 1975.

A comunicação chegou em sua vida por meio de sua paixão pela música. Com seu irmão, formou a dupla Matão e Matãozinho.  Apresentavam-se em circos e em programas de auditório, como o da Rádio Difusora de Apucarana. Posteriormente a dupla foi incrementada por Pajé e Sonia Maria no acordeon. 

Na época foi convidado a fazer na Rádio Cultura o programa Bom Dia Motorista, às 7 horas da manhã. O Programa dava dicas para melhor dirigir e viver bem. Essa experiência foi o que abriu as portas para posteriormente assumir os dois horários de maior audiência da rádio - Mutirão na Fazenda e Alvorada Sertaneja, a convite do Sr. José Ignácio Neto, mais conhecido como Zé da Pinta. 

Sua habilidade na comunicação não só manteve a audiência dos programas, mas transformou-se num dos maiores mecanismos de utilidade pública da época. Eram nesses programas que os hospitais informavam parentes da alta de pacientes, o nascimento dos filhos, falecimentos, busca por pessoas desaparecidas, balcão de empregos, entre outros.

Era a melhor forma de informação e comunicação não só entre a população, mas entre poderes públicos e instituições com a comunidade. Seus dois programas mantiveram- se sob seu comando durante 35 anos.

Na televisão iniciou como jurado de um programa de calouros comandado pelo Senhor Aimoré Klei, no final dos anos 70. Na época a música sertaneja passava por uma renovação e aumento de popularidade o que contribuiu para ele recebesse o convite para conduzir o programa Sertanejo Classe A, que ia ao ar diariamente, das 11h às 12 horas, na TV Tibagi. O sucesso foi tão grande que o SBT passou a transmitir o programa em rede estadual duas vezes por semana. Passaram pelos estúdios da TV Tibagi figuras de renome nacional, pois com a repercussão do programa tornou-se uma parada obrigatória. Matãozinho levava por todo o estado do Paraná o nome de Apucarana, não só como celeiro de novos artistas, mas como uma cidade importante na cultura e na arte.

Paralelo a isso tudo, tornou-se também, empresário no segmento de lojas de confecções.

Matãozinho é casado com a Marta Lopes Bassi e tem três filhos: Liana Lopes Bassi, Adriana Lopes Bassi Lagana e Plínio César Bassi (Plininho).

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