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ELEIÇÕES 2026

PL elege maior bancada do Congresso Nacional desde 1988

Sigla supera números de pleitos anteriores, enquanto Justiça Eleitoral busca estratégias para conter ausência de 21% do eleitorado

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PL elege maior bancada do Congresso Nacional desde 1988
Autor A marca alcançada pelo PL supera desempenhos das últimas décadas e se aproxima dos recordes históricos do antigo PMDB - Foto: Kayo Magalhaes/Câmara dos Deputados

O Partido Liberal (PL) alcançou um feito histórico no primeiro turno das Eleições 2026 ao eleger 121 deputados federais e 28 senadores, consolidando a maior bancada de uma única legenda nas duas Casas do Congresso Nacional desde a promulgação da Constituição de 1988. O pleito, que definiu a nova configuração legislativa para a legislatura que se inicia em 2027, também confirmou a disputa presidencial em segundo turno entre Flávio Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva, agendada para 25 de outubro, sob o contexto da maior abstenção eleitoral registrada no país desde 1998.

-LEIA MAIS: Abstenção cresce em Apucarana e supera 21% nas eleições de 2026

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A marca alcançada pelo PL supera desempenhos das últimas décadas e se aproxima dos recordes históricos do antigo PMDB, que em 1986 obteve 260 cadeiras na Câmara e, em 1999, alcançou 27 senadores. Na formação da Câmara dos Deputados para os próximos quatro anos, o PL lidera com folga, seguido pela aliança formada por PT, PCdoB e PV, que conquistou 88 assentos, e pela coligação entre União Brasil e PP, com 87 eleitos. Antes do resultado das urnas deste ano, a sigla já detinha as maiores bancadas, ocupando 99 vagas na Câmara e 15 no Senado.

No Senado Federal, a coligação entre União Brasil e PP garantiu a segunda maior representação, com 11 cadeiras, enquanto o PT obteve a terceira posição, com nove senadores. O desenho final das bancadas na Casa ainda pode passar por ajustes pontuais decorrentes de parlamentares eleitos para governos estaduais, a exemplo de Cleitinho, do Republicanos, em Minas Gerais, e Sergio Moro, do PL, no Paraná, cujos suplentes assumirão as respectivas vagas.

Paralelamente à definição das cadeiras parlamentares, a Justiça Eleitoral registrou um índice de abstenção de 21,08% no primeiro turno, somando 33,4 milhões de eleitores ausentes do total de 158,7 milhões aptos a votar. Do universo de cerca de 125 milhões de votantes que compareceram às urnas, registraram-se ainda 2,3 milhões de votos em branco e 3,7 milhões de votos nulos. Trata-se do maior percentual de ausências em um primeiro turno desde a eleição de 1998, quando a taxa atingiu 21,5%.

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Diante do avanço do não comparecimento, que já havia alcançado 20,95% em 2022, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Kassio Nunes Marques, declarou que a Corte pretende intensificar ações para estimular a participação do eleitorado no segundo turno. A mobilização dos eleitores ausentes e a conversão de votos válidos passam a ser tratadas como fatores centrais para a etapa final da disputa presidencial.

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