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    O Empresário e Uma Trajetória Empreendedora

    O Empresário e Uma Trajetória Empreendedora
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    Escrito por Paulo Cruz
    Publicado em 21.08.2020, 10:30:34 Editado em 21.08.2020, 10:30:17
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    Às vezes, depois de muito batalhar e trocar de negócio, o empreendedor precisa acreditar que vai dar certo. A jornada do empreendedor é a grande jornada da vida e dirigir um negócio é o mesmo que acreditar que a vida vale a pena ser vivida. Não existe muito romantismo, especialmente no início de uma trajetória empreendedora. Gostar daquilo que se está fazendo faz parte, para que o fardo fique mais leve, mas a energia de se levar a vida de forma positiva, ajuda a ultrapassar os percalços no dia a dia, na perseverança da busca do Sucesso. A intuição no início leva o empreendedor a aprender uma atividade profissional, seja por meio de formação técnica, seja por meio da formação prática do dia a dia, da necessidade de trabalhar para sobreviver, mas sempre projetando algo maior para empreender.

    Depois que o empreendedor decide por certa atividade, precisa buscar conhecer cada dia mais sobre a sua diversificação; e, também, sobre as demais atividades que se aproximam da sua, e, ainda, sobre aquelas atividades que se inter-relacionam com ela. São muitos caminhos, e todos eles o empreendedor pode experimentar, cedo ou tarde, o importante é que ele esteja sempre aberto – sem orgulho – para um novo aprendizado. Às vezes, aquilo que o empresário conhece atualmente e não lhe vê utilidade – ou não consegue visualizar uma aplicabilidade – com o passar do tempo, e com a aquisição de experiência, muito daquilo que aprendeu no passado, pode passar a servir-lhe como suporte para novos saltos, para novas decisões de empreendimentos. Por vezes, um simples curso ou palestra na associação, na escola técnica ou na faculdade, pode ajudar o empreendedor no futuro a passar a utilizar-se de novos recursos e, a partir daquele antigo aprendizado inicial, ter insights que lhe vão proporcionar novos caminhos de busca por inovação e criação que poderão dar-lhe sustentação no seu negócio.

    Em cada tomada de decisão, se aprenderá algo desde bem cedo e segue-se aprendendo outras coisas tantas. O aprendizado pode levar o empreendedor a trilhar diversos caminhos – é o que estamos vendo agora – podendo ou não proporcionar-lhe uma ligação forte com o seu passado e, com as experiências profissionais pelas quais passou. Isso pode definir três coisas: tomadas de decisões, a visão de futuro e onde se quer chegar com o empreendimento. São pontos de conexões que se inter-relacionam fortemente quando o empresário olha para trás. Ora um, ora outro, esses pontos passam a se encontrar e a dar suporte para que o empreendedor, com sua intuição, aprendizado e parcerias, possa desenvolver seu negócio cada dia mais. Aparece aqui aquela grande frase que muitos empreendedores dizem: O pouco que eu sabia aprendi em determinado curso, ou com meu pai, meu avô, com o tio – eram pessoas dedicadas – ou com muitos outros, ainda. Eu só segui o meu coração e, aqui está a grande prova de que aprendizado e intuição caminham lado a lado e, quando como empreendedor se acredita, pode-se desenvolver grandes coisas.

    Quando se descobre cedo do que realmente se gosta de fazer na vida, é um grande trunfo. Tem-se tempo ainda para errar e acertar, de percorrer uma longa trajetória, sem atropelos e olhar para trás e ver o que deu errado e tentar recomeçar sempre. Cada um no seu próprio ritmo, esse é o grande segredo, é o passo a passo do amadurecimento para o empreendimento. Ao lado desse amadurecimento, é preciso afinar cada dia mais as equipes para que elas possam trabalhar na mesma linguagem, afinarem-se na mesma sintonia e, buscarem, cada dia mais, fazer melhor aquilo que fazem como opção e, quando decidirem mudar a unidade construída, continuarem fazendo o melhor com união e foco.

    Mesmo quando algo não dá certo e é necessário recomeçar, o empreendedor não vai deixar de gostar de fazer aquilo que sempre fez, no seu dia a dia. Se por algum motivo não deu certo na primeira fase, pode ser porque o aprendizado não estava suficientemente maduro. Pode ser que divergências tenham surgido no meio do caminho e, devido ao aprendizado incompleto, não houve tempo para contorná-las e voltar à rota de sucesso. Modificações de ordem estrutural na empresa, ou de ordem macroeconômica colocaram-na na traseira do processo competitivo.

    Às vezes, um processo de retração provocado – pela pandemia, – por incompatibilidades diversas dentro da empresa e fora dela é o problema que serve para que o empreendedor retome sua humildade de aprendizado e possa valorizar, mais ainda, toda a experiência do passado que traz consigo. Reconstrua-se, assim, por novos caminhos, sabendo de forma segura dos maduros passos a serem dados, sempre caminhando olhando para o futuro.

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    Paulo Cruz

    Paulo Cruz

    Paulo Cruz, doutor em Economia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, professor de Economia da Universidade Estadual do Paraná, campus de Apucarana, escreve sobre temas relacionados a área

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