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Paulo Cruz
Paulo Cruz

Inovação e Tecnologia Para a Competitividade Empresarial

A empresa é a base do desenvolvimento, a fonte da evolução do capitalismo, da renda e da qualidade de vida em si, à medida que é a mantenedora dessa possibilidade. Dentro desta ótica, ela busca incessantemente uma forma de melhorar seus ganhos oferecendo condições para que o desenvolvimento econômico e social se processe e avance cada vez mais. Sabemos que o ambiente em que ela está inserida é permanentemente dinâmico e, dentro desse dinamismo, ela precisa se ajustar a fim de sobreviver e desenvolver-se.

Neste contexto, a empresa precisa se manter dentro de padrões técnicos aceitáveis a fim de não se distanciar das demais integrantes de seu setor, a tal ponto que ela, para assimilar as informações que lhe são passadas por meio das instituições que promovem a divulgação destas, necessita manter um certo padrão técnico, com uma rede de informações sincronizadas em seu interior.

É neste ambiente que a empresa precisa procurar direcionar seu quadro de funcionários, dentro de uma perspectiva de não resistência a mudanças e dotar-se de um corpo técnico interno capaz de transmitir essas informações, que possuem um horizonte temporal de validade de tal forma a acompanhar o dinamismo que se processa em cada setor onde a empresa atua.

Nesse sentido, cria-se um corpo interno como departamento de design, P&D (Pesquisa e Desenvolvimento), com novo ciclo de invenções, ganhos em dimensões econômicas e tecnológicas. É capaz de fornecer as respostas necessárias às exigências de direção do progresso tecnológico, fortemente amparada em C&T (Ciência e Tecnologia) que promove o caminhar das inovações. Seguindo o andar do mercado, é ele que determina o que se deve inovar, a tal ponto que em boa medida, se cria uma base tecnológica necessária para que a empresa forneça as respostas adequadas no momento apropriado. Permite o resguardo de conhecimento sempre que possível contra seus competidores, inibindo as incertezas.

Chega-se a um determinado estágio em que não se vê mais como uma obrigação a busca de uma base tecnológica no interior da empresa, mas como uma garantia de sobrevivência e de busca de posições às modificações em curso e em relação às demais firmas do setor. Naturalmente, a empresa destina parte de seu faturamento ao desenvolvimento de P&D (hoje, no Brasil, cerca de 1% do produto). Atinge a inovação a partir de uma determinada maturidade, aumentando seus lucros, ampliando mercados, enfrentando os impasses com competidores e copiadores. Iniciam-se novas fontes de P&D, um novo ciclo recomeça ao lado da disputa em dimensões econômicas e tecnológicas superiores.

Essas decisões de gastos em design, P&D são adotadas com base na demanda, expectativas sobre o custo, sobre probabilidade de sucesso na inovação e oportunidades tecnológicas aliada à decisão do empresariado em investir, lembrando que esses investimentos são muito mais por força de decisão do empresariado que do poder público, ancorada numa base institucional favorável articulada para um novo ciclo competitivo.

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Paulo Cruz
Paulo Cruz
Doutor em Economia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), professor do Departamento. de Economia da Universidade Estadual do Paraná (Unespar), campus de Apucarana.
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