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Paulo Cruz
Paulo Cruz

A Experiência do Empresário e a Geração de Novos Negócios

Alguns empresários possuem alto conhecimento na área em que atuam, embora não tenham tido a oportunidade de concluir um curso superior. Alguns iniciaram uma empresa, após um período de experiência trabalhando como empregados e colhem excelentes frutos de seus empreendimentos.

Muitos vêm de família humilde e começaram a trabalhar bem cedo para ajudar em casa. Diversos empreendedores aprenderam mais de uma profissão e as desenvolveram com amor, trabalhando em diversas empresas, até o ponto em que acumularam experiência para criarem a própria e a desenvolvem com dedicação e maestria; alguns, inicialmente trabalhando na própria casa, escolhendo aquilo que melhor sabem fazer, especializam-se em cursos técnicos, até o momento em que criam sua empresa, e obtêm sucesso no empreendimento. Alguns estão à frente de uma micro ou pequena empresa por 20, 30 ou 40 anos, inicialmente em prédios alugados, até construírem sua própria sede, e seguem na batalha da empresa até que a deixam para alguns de seus filhos ou netos.

Aos poucos, a empresa vai agregando novas habilidades, melhorando a qualificação profissional de seus integrantes, por meio de treinamentos constantes, acrescentando novos aparatos tecnológicos e, com isso, a empresa consegue diversificar seus produtos e passar a melhor aproveitar as oportunidades que o mercado lhe oferece. Além de grande esforço e dedicação, como citados neste exemplo, o empresário precisa estar sempre aberto a coisas novas e alimentar nele a curiosidade de sempre conhecer mais; de aflorar a sua criatividade no ramo onde atua. Isso é necessário porque os consumidores estão sempre procurando coisas novas.


O empresário não tem certeza se seu negócio dará certo, ele tem uma intuição positiva de que, diante dos cenários que se apresentam, as possibilidades lhe permitem observar certa margem de certeza, mas que, no longo prazo, não é possível afirmar-se o grau de certeza que se pode ter. O empresário trabalha todos os momentos envoltos em aspectos de mudança micro e macroeconômicos sujeitos às incertezas econômicas e políticas.

Os riscos estão o tempo todo presentes, mas o empresário precisa manter a sua perseverança e estar disposto a assumir alguns deles. O empresário avesso a riscos tende a sentir-se podado em sua margem de manobras e ações. Algumas situações, porém, acontecem e o impulsionam a tomar determinadas decisões num momento de retração do mercado, ou num momento de decidir adentrar em uma nova região e ampliar o negócio. Alguns empresários tendem a ser do tipo que, em matérias de amor e negócios, prefere tomar as decisões sozinho e assumir o ônus ou as benesses do sucesso ou fracasso. Logo, ele precisa acreditar na sua capacidade de implementação de ações para a articulação do sonhado sucesso, ao invés de seguir certa receita quase pronta, que lhe impõe determinadas restrições às suas ações empreendedoras. Então, de posse de sua forte intuição, ele se atira em determinados caminhos e com base em sua experiência vai equilibrando seu barco e, navegando na construção de um aparato de competência para sua melhor atuação no mercado.

O empresário sabe que é um motor de crescimento para sua região, para o seu estado e seu país. Ele precisa ler nas entrelinhas das oportunidades que se apresentam e precisa acreditar na sua intuição; mais que isso, além de perseverar, precisa tecnicamente preparar-se para atuar à frente de seu negócio, como médio a grande competidor. Além disso, ele deve reunir as condições necessárias, para aglutinar interesses em prol de seu setor de atuação. O empresário que consegue arregimentar um grande número de parceiros - em prol de determinadas ações - tem o poder de criar uma competição coletiva local forte, com poder de gerar e aglutinar forças para o seu próprio negócio e, para os negócios de setores afins que se inter-relacionam com sua empresa.

Por meio de algumas ações coletivas, o empresário pode descortinar algumas janelas de oportunidades, pois uma cabeça coletiva pode traçar projetos de longo prazo - para 5, 10, 15 ou 20 anos - para uma localidade, região, um estado, ou país. Ações coletivas poderosas podem ser articuladas e implementadas, no sentido de que os empresários têm condições de assumir um relevante papel no processo de desenvolvimento regional, no sentido da dinamização econômica local regional.

Inicialmente, o empresariado pode ver com certas restrições ações de planejamento integrado. À medida, entretanto, que o processo em parcerias público-privadas avançam, novos empresários passarão a aderir e, a apoiar um projeto de longo prazo, reconhecendo nele fortes expectativas de sucesso, que quando bem calibrados tendem a articular com maestria a expansão e desenvolvimento dos mercados locais e regionais. Empresários que a vida toda, pela experiência - bravamente - desenvolveram significativa capacidade mercadológica e levaram à frente sua empresa, entendem e, passam cada vez mais a aderir a projetos de longo prazo - que valorizem a estabilidade do crescimento - sem perderem sua individualidade, mas com foco cada vez maior na importância do processo coletivo, de planejamento e desenvolvimento dos mercados locais regionais para competições nacionais e internacionais.

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Paulo Cruz
Paulo Cruz
Doutor em Economia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), professor do Departamento. de Economia da Universidade Estadual do Paraná (Unespar), campus de Apucarana.
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