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Paulo Cruz
Paulo Cruz

Empresas e Escolhas de Oportunidades

Em momentos de crise é preciso que o empreendedor pesquise com cuidado as oportunidades a fim de que possa transformá-las em negócios de sucesso. Escolhida a atividade e seu segmento de atuação é preciso pensar nos recursos. Buscar recursos no mercado financeiro custa caro e, com poucas organizações bancárias dominando o mercado, os juros brasileiros são os mais elevados do mundo, assim, é preciso pensar em estratégias de recursos próprios e estratégias de cooperação com outros empresários. Pode-se avaliar e iniciar um negócio, ou tornar-se sócio de um que já esteja em andamento e caminhando bem, com resultados positivos de mercado.


Em geral, os negócios nascem pequenos e se fortalecem no mercado, por meio de ganhos de competitividade. Ir avançando, etapas por etapas, ciclo a ciclo, caminhando e vencendo as adversidades do mercado, permite robustez à atividade. Essa é uma trajetória sustentável de um negócio que se inicia pequeno, avança ao longo do tempo e se torna grande. Passa a ganhar novas regiões de mercado, investindo em tecnologia, nivelando seus quadros técnicos pela alta à média expertise, prestando serviços, ou oferecendo produtos de média a alta qualidade, fortalecendo continuamente seu processo concorrencial no mercado.

Note-se que, para passar por um ciclo e chegar a outro, e iniciar-se pequeno e tornar-se médio e grande, é preciso ter eficácia com suas ações, para vencer o processo competitivo. O mercado apresenta um amplo conjunto de atores do mesmo segmento, competindo pelo mesmo mercado, e vencem aquelas empresas que estão melhor aparelhadas, que sabem melhor empenhar seus recursos, sem desperdícios, conseguindo maior produtividade. A partir desse ponto, a empresa não está livre do processo competitivo, mas já construiu um amplo aparato que lhes dá suporte competitivo. Com base na eficácia de suas ações anteriores, está agora pronta para ganhar novos mercados nacionais e internacionais, cada dia mais ampliando seu processo competitivo, aparelhando as suas rotinas, investindo em educação e no avanço do aprendizado de seus quadros técnicos.

Existe uma assimetria de qualificação das empresas: as que estão na frente do processo inovativo e competitivo, as que estão no meio do processo e, as que estão iniciando. As que estão iniciando correm atrás das que estão no meio do processo; as que estão no meio correm atrás das que estão à frente e no topo de seu setor competitivo. Aqui, aquelas que estão no topo não podem ficar de braços cruzados, porque as que estão no meio do processo competitivo, estão buscando aparelhar-se para também chegarem ao topo. Então, inovações e investimentos em Recursos Humanos é fundamental, para que as empresas passem à frente. Tanto as que estão iniciando, quanto as que estão no meio ou no topo do processo competitivo, estão constantemente se alternando no plano classificatório de competição no mercado.

São as pessoas que fazem a grandeza das organizações empresariais, desde os trabalhadores do chão de fábrica à média e alta gerência e a coordenação geral da empresa. Para que o sucesso venha, é preciso ter equilíbrio. Os problemas aparecem a todo momento e é preciso encontrar soluções que exigem equilíbrio emocional, equilíbrio técnico do empreendedor, para orientar e manter uma convivência saudável com e entre as equipes. Isso tudo é muito importante para que a empresa seja um só corpo e trabalhe em conjunto na busca de resultados. Cada empresa tem sua cultura empreendedora e ela precisa ser constantemente aperfeiçoada, envolvendo-se suas rotinas que são como um código de conduta a nortear os rumos da empresa.

Para enfrentar os desafios, é preciso manter o equilíbrio, as dúvidas surgem, mas precisa-se acreditar no negócio com o relacionamento bem afinado entre departamentos e equipes, com propósitos e planejamentos claros a serem seguidos. Isso facilita muito o andar da carruagem administrativa no dia a dia. Ao lado disso, é preciso estar atento às oportunidades que surgem; pode ser que o negócio esteja em baixa hoje, mas amanhã uma nova oportunidade pode-lhe ser acoplada e, assim, ele ganha um novo alento e passa a ser lucrativo novamente. A ampliação contínua educacional e de capacidade técnica é a base para que os empreendedores possam vencer desafios cada vez maiores.

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Paulo Cruz
Paulo Cruz
Doutor em Economia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), professor do Departamento. de Economia da Universidade Estadual do Paraná (Unespar), campus de Apucarana.
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