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Paulo Cruz
Paulo Cruz

Micro e Pequenas Empresas e Instituições de Apoio

É inegável que as Micro e Pequenas Empresas ocupam um espaço importante no processo de desenvolvimento de qualquer região ou país. As Micro e Pequenas Empresas têm participação importante no processo da empregabilidade, nas relações com o governo e, nas vendas para o exterior. Pós 2000 uma significativa gama de microempresas saíram do mercado informal, mas com a crise pós 2015, a informalidade novamente voltou. As Micro e pequenas Empresas precisam de apoio governamental e institucional para ganharem condições competitivas. Nos países europeus, elas possuem subsídios especialmente direcionados. Um dos problemas que elas enfrentam é que nos muitos municípios do interior, a parte institucional de apoio ainda está desorganizada. Com estas instituições desarticuladas, o micro e pequeno empresário não conseguem se articular para conquistar novos recursos. É muito importante o papel das associações comerciais e instituições de apoio locais, na orientação e direcionamento dos empresários, para ações de cooperação conjunta e ganhos de competitividade.


Algumas juntas comerciais - em alguns estados - têm dado incentivos nas taxas estaduais, para formalização das empresas, e os microempreendedores precisam muito do apoio de empresas de orientação contábil, para orientá-los na melhor forma de encaminhamento de documentos e na melhor forma de não ser onerado por tributos e taxas adicionais. Com a informatização, o nível de erro vem caindo, e as empresas também estão aprendendo a navegar nessa nova onda tecnológica. O problema é que frequentemente elas precisam de uma pessoa apta apenas para cuidar desses trâmites legais. É por esse motivo que uma reforma tributária com a simplificação do sistema urge, para facilitar a formalização de microempreendedores individuais, das micro e pequenas empresas, desburocratizando impostos e agilizando os processos dependentes das áreas públicas.

O SEBRAE é o órgão importante que está ao lado do micro e pequeno empresário, a quem eles não devem ter vergonha de procurar para a confecção e análise de projetos, assim como o SENAI e o SENAC estão de portas abertas, para auxiliar os micro e pequenos empresários no planejamento de qualificação de seus funcionários, com cursos direcionados para a melhoria produtiva. Essa, entretanto, é também uma tarefa governamental, espera-se que sejam implementadas políticas econômicas direcionadas, como de apoio do Banco do Brasil, Caixa Econômica e do BNDES às Micro e Pequenas Empresas. Incentivar investimentos produtivos é uma forma de acelerar o crescimento e desenvolvimento econômico local/regional, de recuperar o terreno perdido pelos anos de crise vividos, reconhecendo a importância das Micro e Pequenas Empresas, na geração de empregos e no desenvolvimento local e regional de todo o país.

O micro empresário se vê obrigado a jogar em todas as posições. Ele começa pequeno, vive o ônus e o bônus da atividade empresarial, é ele o caixa, o comprador, o vendedor, o entregador, o contador e o estrategista de marketing. É um faz tudo, que de tudo deve saber o satisfatório para obter sucesso. Aí está o motivo da grande mortalidade das microempresas, pois ele não suporta fazer tudo sozinho, e aí está a importância do micro e pequeno empresário se integrarem às associações e instituições de apoio locais, para a cooperação e o aprendizado, para reunirem condições de competirem no mercado. Essa inter-relação reduz a chance de erro, pois a ida do micro e pequeno empresário ao SEBRAE, e a busca de preparação de mão-de-obra especializada utilizando-se dos cursos do SENAI e do SENAC, é a garantia de um forte apoio do lado estratégico para enfrentar o ambiente de negócio e do lado operacional, para operarem com mão de obra qualificada e produzirem com qualidade.

O micro e pequeno empresário podem cometer alguns erros, por força da correria, por terem que dar conta de tudo sozinhos, até que se chega ao ponto em que as dores são fortes demais e eles não suportam e decidem fechar o negócio. Mais uma vez aparece a importância das parcerias com as instituições locais e setoriais de apoio. O micro e pequeno empresário, no entanto, vê-se cada dia mais envolvido em tentativas de erros e acertos, respeitando a especificidade de cada região, cultura empreendedora e da natureza de cada negócio.

Por outro lado, é necessário que as associações e instituições de apoio locais, abracem cada dia mais as Micro e Pequenas Empresas, como principal opção de promoção do desenvolvimento econômico, já que ao primeiro sinal é preciso quebrar as barreiras de inter-relação das instituições e empresas. A melhoria do processo competitivo é a grande vitória, tanto para instituições quanto para às Micro e Pequenas Empresas. Sabe-se que não é um trabalho fácil, mas que as diretorias colegiadas das instituições devem se unir em prol dos objetivos de ampliar a cada dia mais o foco sobre às Micro e Pequenas Empresas para o desenvolvimento local regional.

Às Micro e Pequenas Empresas têm vantagens em relação às grandes, com maior agilidade e menor resistência a mudanças, logo, as parcerias entre Micro e Pequenas Empresas e às instituições também podem ser favorecidas nesses aspectos de flexibilidade e agilidade. Por outro lado, as instituições podem sair a campo, buscando a integração das Micro e Pequenas Empresas, com ajustes que podem significar a sobrevivência de todos, com melhorado e avançado poder de competição. Avançar na capacitação, integrar parcerias - entre instituições e empresas e o poder público - pode ser o grande segredo para destravar o processo de competição e de alavancar o desenvolvimento econômico local regional.

 

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Paulo Cruz
Paulo Cruz
Doutor em Economia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), professor do Departamento. de Economia da Universidade Estadual do Paraná (Unespar), campus de Apucarana.
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