Tribuna do Norte Online

Entregadores de aplicativo fazem greve nacional

Autor: Da Redação,
segunda-feira, 31/03/2025
Eles reivindicam alguns pontos, como o estabelecimento de uma taxa mínima de R$ 10 por entrega e o aumento do valor pago por quilômetro rodado de R$ 1,50 para R$ 2,50 Eles reivindicam alguns pontos, como o estabelecimento de uma taxa mínima de R$ 10 por entrega e o aumento do valor pago por quilômetro rodado de R$ 1,50 para R$ 2,50

Trabalhadores de plataformas como iFood, Uber e 99 Taxi iniciaram, nesta segunda-feira (31), uma greve nacional de dois dias. O chamado “Breque Nacional dos Apps” reivindica alguns pontos, como o estabelecimento de uma taxa mínima de R$ 10 por entrega, o aumento do valor pago por quilômetro rodado de R$ 1,50 para R$ 2,50 e a limitação do raio de atuação das bicicletas para até três quilômetros.

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Em entrevista ao portal de notícias O Globo, Nicolas Santos, integrante do Comando Nacional do Breque e da Aliança Nacional dos Entregadores por Aplicativos, que está entre os organizadores do movimento, explica que as condições de trabalho atuais aumentam a jornada e impactam a qualidade do trabalho dos entregadores. “Para atingir a mesma meta que eu conseguia alcançar há 10 anos, agora preciso trabalhar de 12 a 13 horas para compensar o valor que se perdeu ao longo do tempo. Quando não conseguimos atingir a meta, ocorre a falta de manutenção adequada dos veículos, pois damos preferência para pagar as contas, por exemplo”, afirma Nicolas. 

Sem informar quantos entregadores aderiram ao movimento, Nicolas disse que a paralisação ocorre em todo o país e é organizada por lideranças coletivas da categoria. “Só em Santa Catarina, são 15 cidades que participam do movimento”, diz ele. Na página do Instagram "Breque Nacional dos Apps", as lideranças e entregadores compartilham informações sobre a mobilização.

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O SindimotoSP, que representa a categoria de entregadores e motoboys, disse que a greve foi a forma encontrada de chamar a atenção do poder público para problemas recorrentes da categoria, como abandono das empresas em caso de acidentes.

“O SindimotoSP, assim como a categoria, sente total abandono do governo federal e empenho em resolver a situação. São dois anos de mandato do presidente Lula e do ministro Luís Marinho que se comprometeram em acabar com a precarização do setor, mas, até aqui nada, pelo contrário, as empresas é que ditam normas e regras”, disse a entidade em nota.

Procurada, a Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia (Amobitec), que representa empresas como Ifood, 99 Táxi e Uber, informou que suas empresas associadas mantêm canais de diálogo contínuo com os entregadores. 

A entidade mencionou levantamento recente do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap), que mostrou que a renda média de um entregador do setor cresceu 5% acima da inflação entre 2023 e 2024, chegando a R$ 31,33 por hora trabalhada.   

“As empresas associadas da Amobitec apoiam a regulação do trabalho intermediado por plataformas digitais, visando a garantia de proteção social dos trabalhadores e segurança jurídica das atividades”, disse em nota.

As informações são do O Globo