Fumaça de queimadas na região aumenta risco de Covid-19, diz biólogo

Autor: Da Redação,
quarta-feira, 16/09/2020
Fumaça de queimadas na região aumenta risco de Covid-19, diz biólogo

No mês de julho algumas publicações especializadas já apontavam que o fim do inverno seria infernal para a vegetação extremamente seca no Pantanal do Mato Grosso. A situação só piorou com as altas temperaturas até às regiões noroeste e norte no Paraná, por conseguinte.

Enquanto Maringá tem registrado umidade do ar próximo dos 20% e temperaturas beirando 40º na sensação térmica, em Apucarana o céu pálido e cinzento avermelhado nos finais de tarde concentram altas densidades de fumaça advinda justamente das regiões em chamas no Mato Grosso.

O biólogo Wanderson Abrão, associa o efeito das queimadas aumentando a criticidade dos problemas respiratórios em alvos fáceis do conoravírus. "A gente pode ressaltar que doenças respiratórias são mais comuns nesse período, uma vez que esse monóxido de carbono atrapalha a oxigenação dos seres humanos e isso interfere na fisiologia das pessoas, de maneira mais forte em quem tem asma ou alguma doença pulmonar. Isso sem dizer das substâncias que provocam câncer ao serem respiradas”, alerta.

Está fazendo uma semana que Apucarana e região tem visto o céu desse jeito, claro por fora, mas altamente tóxico e nocivo por dentro. “Isso tem aspectos físicos e a fumaça se dissipa e é carregada pelas massas de ar”, ressalta o Wanderson.

Nos últimos dias tem repercutido mundo a fora imagens de animais feridos e mortos devidos aos incêndios. Mas a questão não se resume aos animais silvestres protegidos na fauna pantaneira, por aqui ou em qualquer outro lugar, há imensos prejuízos com as queimadas, desde um simples aceiro num fundo de quintal às queimadas ambientais, sejam elas provocadas ou por combustão espontânea. "Na nossa região há incidência de fumaças que contém substâncias tóxicas, com esse efeito os insetos polinizadores, por exemplo, podem ser extintos como as abelhas que não retornam às colmeias”, diz.

O professor pondera que o momento é delicado e todos devem evitar queimas deliberadas e se for preciso que peçam ajuda aos órgãos responsáveis para orientações. “As pessoas devem buscar umidificar melhor o ar e evitar a inalação dessa fumaça para si e também perto dos animais”, conclui.

Da Redação