Após aluna ameaçar motorista, bairros ficam sem transporte escolar

Autor: Da Redação,
quarta-feira, 20/03/2024
Alunos embarcaram no ônibus próximo ao "Água Azul"

Uma ameaça direcionada ao motorista de um ônibus do transporte escolar de Apucarana, no norte do Paraná, deixou o Residencial Viverti e Solo Sagrado sem o serviço na última terça-feira (19). Nesta quarta (20), pais e alunos foram comunicados sobre o novo - e único - ponto de embarque e desembarque naquela localidade, próximo ao Clube de Campo Água Azul. A mudança deixou pais e alunos indignados. Assista o vídeo no fim do texto.

Conforme informações apuradas junto ao setor de transporte escolar da Autarquia Municipal de Educação (AME), o motorista foi ameaçado ao tentar pôr fim a uma briga entre alunos ocorrida dentro do ônibus na última segunda-feira (18). O condutor relatou que se sentiu acuado pelos alunos hostis e que foi ameaçado por uma aluna durante a confusão. Os envolvidos seriam moradores da região do Solo Sagrado. 

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Diante das ameaças, o motorista decidiu evitar o bairro por questões de segurança. A coordenação do setor respeitou a decisão justificando que a empresa prestadora do serviço de transporte escolar é terceirizada e que não tem autonomia sobre a rota. Os alunos envolvidos na confusão são estudantes do Colégio Estadual Cívico-Militar Padre José Canale que foi notificado sobre o fato e orientado a tomar providências. 

PAIS QUEREM REVERTER SITUAÇÃO

A mudança na rota do transporte escolar prejudica outros estudantes que nada tem a ver com a confusão. Lavrador, Edilson Pereira, mora no Residencial Viverti (anexo ao Solo Sagrado) e é pai de uma menina de 11 anos, estudante do Colégio Canale. Ele conta que na terça-feira o transporte escolar não passou pelos pontos de costume e que nesta quarta-feira sua filha precisou ir a pé até o "Água Azul" para embarcar no ônibus escolar. Segundo ele, foi o próprio motorista quem comunicou os alunos sobre a mudança. 
"É um trajeto muito grande para uma criança andar sozinha e isso que eu moro no começo do bairro. Tem crianças que moram muito longe", comenta.

Além da distância, Pereira se preocupa com a segurança dos estudantes, principalmente no retorno para a casa, que ocorre bem no horário de pico. "É uma rua muito movimentada, muitos carros passam correndo e a calçada suja com mato, é muito perigoso", afirma. 

O momento em que pais e alunos foram comunicados foi gravado por um leitor do TNOnline. Assista o vídeo:

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