Produção agropecuária de Ivaiporã atinge R$ 391 milhões
Faturamento no campo referente a 2025 foi impulsionado pela soja e milho

O Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) de Ivaiporã somou R$ 391 milhões no ano passado, impulsionado pelas culturas de soja e milho. Os dados constam no relatório preliminar divulgado semana passada pela Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab) que apontam alta de 26% no faturamento do agronegócio no município em comparação ao período anterior, quando o município registrou R$ 310 milhões.
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A soja se manteve como a cultura de maior valor bruto, com R$ 162,1 milhões, o que significa uma alta de 26%. Embora a área plantada tenha permanecido em 22 mil hectares, a produção do grão subiu de 65,4 mil toneladas para 81,8 mil toneladas no ano passado.
O milho 2ª safra registrou o segundo maior faturamento do setor no município, com R$ 82,6 milhões, equivalente a um aumento de 74% em relação ao ano anterior. A área cultivada expandiu de 10,5 mil hectares para 14 mil hectares, resultando em uma produção de 91,9 mil toneladas.
A avicultura ocupa a terceira posição entre as atividades locais, somando R$ 25,4 milhões no ano passado com o abate de 1,4 mil toneladas de frango, índice 11% superior ao do período anterior. Na sequência, aparecem a produção de leite (R$ 22,9 milhões) e o cultivo de café (R$ 11,9 milhões).
Na lista de produtos com os maiores aumentos percentuais estão a semente de soja que passou de R$ 281 mil para R$ 1,5 milhão (alta de 445%); a aveia preta que subiu de R$ 42 mil para R$ 83,7 mil (95%); os bovinos que avançaram de R$ 2,5 milhões para R$ 4,4 milhões (73%); e a comercialização de caprinos para corte que passou de R$ 31,8 mil para R$ 44,4 mil, um incremento de 40%.
Região
No panorama regional, o agronegócio encerrou 2025 com o maior faturamento dos últimos cinco anos. De acordo com a análise preliminar da Seab, o valor gerado no campo somou R$ 8,6 bilhões, corrigindo o dado de R$ 8,4 bilhões divulgado anteriormente pela Tribuna. O montante representa um avanço de 16% no comparativo com 2024, quando o setor havia movimentado R$ 7,4 bilhões.
