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Mulheres do MST cobram solução para assassinato de camponesa na região

A manifestação teve início na Praça França e percorreu as avenidas Souza Naves e Paraná, sendo encerrada em frente à 54ª Delegacia de Polícia Civil

Da Redação

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Escrito por Da Redação
Publicado em 08.03.2024, 13:27:06 Editado em 08.03.2024, 13:27:03
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Nesta sexta-feira (8), Dia Internacional da Mulher, camponesas dos assentamentos de toda a região: Jardim Alegre, Manoel Ribas, Boa Ventura de São Roque, Santa Maria do Oeste, Pitanga, Laranjal e indígenas Kaigang de Cândido de Abreu realizaram a Marcha das Mulheres do MST em Ivaiporã cobrando solução na morte de Maria Raimunda Correia, de 70 anos, conhecida como Raimundinha, assassinada no Assentamento 8 de Abril, em Jardim Alegre.

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Segundo uma das coordenadoras da manifestação, Elizabete Wahlberinck Jauer, além de cobrar uma solução para a morte de Raimundinha, a marcha também tem o objetivo de conscientizar as mulheres dos seus direitos e por políticas públicas para as mulheres.

- LEIA MAIS: UBS’s realizam atendimentos especiais ao público feminino em Arapongas

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A manifestação teve início na Praça França e percorreu as avenidas Souza Naves e Paraná, sendo encerrada em frente à 54ª Delegacia de Polícia Civil.

“Na nossa sociedade o machismo é vigente. Nós somos assassinadas diariamente e Raimundinha foi mais uma vítima. Estamos na luta por ela e por todas nós. Queremos que a morte se esclareça, não queremos mais ser assassinadas, basta de violência contra as mulheres”, enfatizou Elizabete.

A morte de Raimundinha ocorreu em 27 de abril de 2023. Inicialmente, acreditava-se que a vítima teria sido atacada por um animal. Na época, populares relataram aos policiais que um cachorro pitbull havia atacado a vítima, pois teriam visto o animal próximo à mulher, quando ela foi encontrada caída no chão.

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No entanto, exames periciais trouxeram uma reviravolta no caso. Em janeiro, o delegado da 54ª Delegacia Regional de Polícia Civil, Érlon Ribeiro da Silva, informou que a mulher foi vítima de assassinato, não de ataque de cachorro.

De acordo com o delegado, após análise dos laudos do Instituto Médico Legal (IML), ficou comprovado que as lesões inicialmente atribuídas a um cachorro não foram a causa da morte. Os laudos revelaram que as mordidas eram superficiais e incapazes de provocar o óbito.

Ainda segundo o delegado, além das mordidas do animal, a vítima apresentava múltiplos ferimentos, incluindo uma forte pancada na cabeça causada por um objeto contundente, no pescoço e na perna.

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