Vale do Ivaí

Jovem faz alerta após ser internada por uso de cigarro eletrônico; veja

Cláudia Brito, de Ivaiporã, diagnosticada com Evali, conta sua história para conscientizar outras pessoas sobre os perigos do vaper; assista

Da Redação ·

"Nunca mais fumo cigarro eletrônico na vida". Essa fala é da estudante de psicopedagogia Cláudia Brito, de 19 anos, que foi parar no hospital após ter 30% do pulmão comprometido pelo uso diário de cigarro eletrônico. Depois de receber alta médica, a jovem de Ivaiporã, no norte do Paraná, iniciou a fisioterapia respiratória imediatamente três vezes por semana, além de usar CPAP, aparelho de pressão positiva e medicamentos fortes, como corticoide. 

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Em entrevista ao TNOnline, Cláudia disse que vinha usando o vaper há cerca de cinco meses e que no começo era apenas esporadicamente. No entanto, pela praticidade e pela variedade de essências, passou a fumar todos os dias. Foi então, que há uma semana apresentou sintomas parecidos com os da gripe e após uma tomografia, precisou ser internada.

"Fiquei por sete dias no hospital. Foi um susto. Tive febre e falta de ar neste período. Fiz três testes de Covid-19, pois os sintomas são parecidos, mas todos deram negativo", recorda. 

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Após o acompanhamento médico, a estudante fechou o diagnóstico de uma nova doença pulmonar que vem acometendo a população, principalmente a ala jovem: Evali. "Levei um susto. Jamais pensei em passar por uma situação como essa. Nunca mais vou usar um cigarro eletrônico na vida e deixo um recado para todos que estão utilizando os vaper. Não importa há quanto tempo estão fumando, isso não importa. Pode ser tarde demais", alerta. 

Nova doença pulmonar entre os jovens 

De acordo com a fisioterapeuta Roberta Beltrame, especialista na área pulmonar, e que acompanha Cláudia, os principais sintomas apresentados nos casos de Evali são tosse, falta de ar e dor no peito. "É comum também sentir dores na barriga, vômitos e diarreias, além de febre, calafrios e perda de peso, podendo facilmente ser confundida apenas com um quadro gripal", explica.

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Conforme a profissional de Ivaiporã, o principal tratamento é a suspensão do uso do cigarro eletrônico. A maioria dos casos necessita de internação para suporte clínico, e muitos pacientes precisam de oxigênio. Em casos mais graves pode haver a necessidade de ventilação mecânica. "O fisioterapeuta no tratamento de doenças respiratórias tem como função manter a funcionalidade do órgão. Para isso, existem algumas propriedades que são avaliadas, como a musculatura respiratória", ressalta.

Ela ainda explica que se caso a musculatura inspiratória e expiratória é adequada, o órgão está fazendo capacidade e volume adequados. "O fisioterapeuta é responsável por essa mecânica e com tudo isso funcionando, ocorre uma melhora na oxigenação do corpo. Então, a função que o profissional exerce nessas doenças é trabalhar essas capacidades em cima dos fatores que interferem no bom funcionamento do órgão", reforça.  Assista a entrevista completa:    null - Vídeo por: Reprodução

Matéria escrita por Fernanda Neme.