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    Copel instala 150 KM de rede trifásica no Vale do Ivaí

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    Foto por AEN
    Escrito por Da Redação
    Publicado em 23.01.2021, 05:45:40 Editado em 23.01.2021, 09:56:22
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    O programa Paraná Trifásico alcançou 2.807 quilômetros de novas redes de energia elétrica já implantadas no Estado até o final de 2020. Esse resultado supera em 12% o total planejado para o ano, que era de 2,5 mil quilômetros concluídos.

    Em 2020, o investimento foi de R$ 261 milhões e ultrapassou o montante planejado inicialmente, que era de R$ 210 milhões. A nova rede trifásica está pulverizada por todo o Estado e as obras geram cerca de mil empregos diretos e indiretos no Paraná. 

    No Vale do Ivaí em 2020, foram concluídas 150 km de rede na região e há outros 202 km em construção: Apucarana (46 km concluídos + 53 km em construção); Califórnia (15 km construídos + 15 km em andamento); Cambira (5km + 5 km); Faxinal (4 km + 29 km); Faxinal (também 4 km + 29km); Ivaiporã (49 + 60) e Marilândia (9,5 + 9,5 km). Em Arapuã, está em construção 1,3 km de redes.

    Conforme Aparecido Alberto Tomazeli, gerente do Departamento de Projetos e Obras Região/Norte, das obras concluídas no Vale do Ivaí e que estão em construção cerca de 150 quilômetros foram investidos cerca de R$ 15 milhões a um custo médio de R$ 105 mil por quilômetro e neste ano deve passar de 200 quilômetros com as obras que estão em construção.   

    A Copel também planeja mais 369 km de redes. Serão contempladas também nesta próxima etapa as áreas rurais de: Ariranha do Ivaí, Bom Sucesso, Godoy Moreira, Grandes Rios, Jandaia do Sul, Lunardeli, Rio Branco do Ivaí, Rosário do Ivaí e São João do Ivaí.

    Tomazeli explica que o programa visa fazer o atendimento em pelo menos 25 mil quilômetros no Paraná ao longo de seis anos.  É um projeto que contou com a parceria do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná - IAPAR-EMATER para identificar os produtores rurais por nichos de agricultura, exemplo, piscicultura, bacia leiteira, fruticultura, dentre outros.

    “Com base nesse levantamento é que está sendo feita a programação dessas obras ao longo dos seis anos. Então aquelas regiões que tem uma característica com elevado número de produtores com suas cadeias produtivas é que vão ser priorizadas as obras”, explica Tomazeli.

    Explica ainda que o padrão construtivo do Paraná Trifásico é uma rede diferente da rede normal. “Não só por ser trifásica, mas os materiais também são diferentes, principalmente porque ela usa cabo protegido. Isso reforça a qualidade da rede. Então uma rede com cabo nu, se um galho de árvore tocar na rede, isso causa desligamento. Na rede protegida, não causa o desligamento”.

    Além do benefício da qualidade da energia também estão sendo feitas as interligações das redes que eram radiais e passam a ficar em anel. Também estão sendo instalados vários equipamentos automatizados. “Hoje as maiorias das redes que são radiais, se houver um evento, por exemplo, uma árvore que caiu na rede, ela abre a chave de proteção e todo mundo que está para frente daquele problema fica sem energia. Com esse sistema com chaves automatizadas, permite fazer um chaveamento, isola o trecho com defeito e o resto dos consumidores que estão para frente continuam com energia”, relata Tomazeli.

    Custo reduzido para produtor

    Outro benefício é a redução de custo. “Nas formas normais, quando um cliente vinha para a Copel e pedia para passar de fase, de mono ou de bi para trifásica ele tinha que custear essa obra desde o último ponto até a propriedade, muitas vezes 15 a 20 quilômetros. Como o programa prevê a complementação de fase em todo o seu tronco, muitas vezes essa distância que seria de 20 quilômetros agora vai reduzir para dois, três quilômetros. O que vai reduzir significativamente esse valor”, completa Tomazeli.

    Para Donizete Pires, produtor rural e presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Ivaiporã e Região, um programa que quando estiver concluído vai melhorar muito vida do agricultor.

    “Isso vai garantir que o produtores rurais possam investir tanto na produção de leite, na avicultura, ou nas agroindústrias. Importante também, porque esse novo sistema de rede promete dar maior suporte ao agricultor, que muitas vezes ficam dois ou até três dias sem luz nas propriedades, em razão de algum problema na rede”, destaca Pires. 

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