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Acusada de matar a filha trabalhava como diarista em Marilândia do Sul

Tânia de Lorena era conhecida na cidade como Lurdes e fazia faxina em casas de família; ela foi presa após exibição do caso no Linha Direta

Da Redação

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Tânia de Lorena se passava por Lourdes em Marilândia
Icone Camera Foto por reprodução
Tânia de Lorena se passava por Lourdes em Marilândia
Escrito por Da Redação
Publicado em 13.05.2024, 16:29:46 Editado em 13.05.2024, 17:39:32
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A mulher acusada pelo assassinato da filha, presa no último fim de semana em Marilândia do Sul, norte do Paraná, trabalhava como diarista e era conhecida na cidade como uma pessoa trabalhadora e "da igreja". Tânia Djanira Melo Becker de Lorena, de 59 anos, estava foragida há 17 anos e foi encontrada no último sábado (11), dois dias após a exibição do programa Linha Direta, da TV Globo, que apresentou o caso e incentivou a denúncia.

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Em Marilândia, Tânia usava o nome de Lurdes e trabalhava como diarista na casa de muitas famílias. Conforme um morador entrevistado pelo TNOnline, a notícia gerou espanto na cidade, onde a mulher mantinha boa reputação. “Ela trabalhava e frequentava a igreja. Mas nunca falava sobre o seu passado”, disse o morador que pediu para não ser identificado.

- LEIA MAIS: Mãe que matou a filha em 2007 é presa após episódio do 'Linha Direta'

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Tânia morava na cidade há aproximadamente 10 anos junto com o companheiro Everson Cilian. Ele também é acusado de participação no assassinato e foi preso em 2022 e virou réu pelo assassinato em 2023. Após a prisão do companheiro, ela ficou um tempo sumida na cidade e depois criou uma narrativa para justificar a prisão do companheiro.

“Ela contava que a filha tinha morrido num acidente de moto e que o marido dela havia sido preso em 2022, mas por outros crimes”, comentou.

Prisão

De acordo com a Polícia Militar (PM), após a exibição do programa, várias denúncias surgiram informando o paradeiro da foragida. A equipe foi até uma casa onde a mulher fazia faxina e, com autorização do proprietário, entrou na residência. Segundo a Polícia, Tânia tentou esconder-se atrás da geladeira, mas foi encontrada e, ao ser indagada, ela tentou se passar por Lourdes.

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Os policiais questionaram a mulher sobre denúncias sobre a autoria do crime ocorrido em Quatro Barras (PR), o que ela confirmou. Os policiais consultaram o verdadeiro nome da acusada e constataram que havia um mandado de prisão em aberto. Tânia foi presa e encaminhada para o sistema prisional da regional de Londrina.

Segundo a Polícia Civil do Paraná, por conta do mandado, ela não prestou depoimento e foi levada direto à cadeia pública de Londrina, onde fica à disposição da Justiça.

Defesa

Em nota à imprensa, a defesa de Tânia negou que ela seja culpada do crime. “Tânia é inocente, o tempo e o processo irão revelar a verdade dos fatos, trabalharemos norteados por essa máxima. Nosso foco é ofertar uma defesa técnica e justa para o caso que possui muitos detalhes e problemas inexplorados. Acreditamos que a justiça será feita independente da tamanha comoção. Há muito o que mostrar dentro da situação”, disseram os advogados Marcos Pavinato, Peter Kelter e Marcelo Jacomossi.

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							Acusada de matar a filha trabalhava como diarista em Marilândia do Sul
Foto por reprodução
Andréia Rosa e o filho

O crime

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O crime aconteceu em 12 de fevereiro de 2007, em Quatro Barras, na Região Metropolitana de Curitiba. De acordo com o Ministério Público do Paraná, Andréa Rosa, foi morta por asfixia após um almoço com a mãe e o padrasto, Everson Luís Cilian.

A vítima deixou dois filhos, um menino e uma menina. Conforme a denúncia, após um almoço de família na casa dela, os acusados usaram um fio elétrico para enforcar Andréa até ela parar de respirar. Depois, colocaram o corpo dela embaixo da cama, que só foi localizado dois dias após a morte.

Segundo o MP apurou, antes do crime, Tânia e Everson pediram a guarda do menino na Justiça, depois de terem passado um tempo cuidando da criança enquanto a mãe se recuperava de um acidente de motocicleta. No processo que investigou o caso, a Justiça considerou declarações de testemunhas que acompanhavam a disputa de Tânia pela guarda do filho de Andréa.

O pai da vítima e ex-marido de Tânia deu um depoimento à polícia. Ele relatou que soube das ameaças da ex-esposa à filha. Relatou, também, que quando Tânia cuidava da criança, Andréa e o então marido, Juliano Saldanha, precisaram pegar a criança à força. O homem, apesar de não ser pai biológico do menino, ajudou a esposa a reaver o filho, de acordo com o processo.

Mesmo foragida, Tânia foi denunciada pelo Ministério Público em dezembro de 2007 por homicídio triplamente qualificado. Por não ser localizada, entretanto, a denúncia contra ela não foi apreciada – o que deve acontecer a partir da prisão de agora.

Júri popular

Conforme o Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR), Everson Cilian vai a júri popular na próxima quarta-feira (15), no fórum de Campina Grande do Sul, cidade da Grande Curitiba onde o processo dele e de Tânia tramitam.

Em nota, o advogado Maurício Baldassarre, que defende Everson, disse que acredita na inocência do cliente. "Acreditamos em sua inocência, e sua tese de defesa será abordada em momento oportuno dentro do processo. Reitero o compromisso da nossa equipe em garantir uma defesa robusta e justa para o nosso cliente. Estamos confiantes na integridade do processo judicial e esperamos que a justiça seja feita dentro do estabelecido pelo ordenamento jurídico brasileiro."

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