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Wesley Safadão e Thyane Dantas são indiciados pela polícia

De acordo com as autoridades, as penas somadas podem chegar a 13 anos de prisão

Da Redação ·
Imagem ilustrativa da notícia Wesley Safadão e Thyane Dantas são indiciados pela polícia
fonte: Reprodução/Instagram
Wesley Safadão e Thyane Dantas são indiciados pela polícia

A Polícia Civil (PC) do Ceará indiciou o cantor Wesley Safadão e sua esposa, Thyane Dantas, por irregularidades na vacinação contra o novo coronavírus. Além deles, outras cinco pessoas também responderão pelo crime de peculato e infração de medida sanitária. 

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De acordo com as autoridades, as penas somadas podem chegar a 13 anos de prisão. O inquérito foi encaminhado ao Tribunal de Justiça (TJCE).

De acordo com a Polícia Civil, as investigações indicaram que três servidores públicos da Secretaria da Saúde do Município (SMS) de Fortaleza "foram os responsáveis pelo sucesso da vacinação deles".

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Conforme as apurações, eles contaram o apoio e participação de outras duas pessoas, que não atuavam no governo municipal.

"Ficou caracterizado que a vacinação das três pessoas investigadas decorreu de um prévio ajuste entre elas, uma pessoa próxima ao cantor e uma outra pessoa, que por sua vez, possuía contato com os três servidores públicos, descartando a hipótese de coincidência despropositada e/ou falha, a título de culpa, das pessoas que trabalhavam no local", escreveu a Polícia Civil em nota.

O caso

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Uma sindicância foi realizada pela Secretaria Municipal de Saúde de Fortaleza para apurar a suposta vacinação irregular de Thyane Dantas, esposa do cantor Wesley Safadão. De acordo com a pasta, a mulher recebeu o imunizante no dia 8 de julho e as apurações administrativas indicaram um possível crime de corrupção passiva por parte de três colaboradores da prefeitura do município. 

A influenciadora digital furou fila na vacinação contra a Covid-19 em um shopping de Fortaleza, mesmo sem estar na faixa etária determinada como público-alvo. Na época, a aplicação de vacinas era voltada para pessoas com 32 anos ou mais e a esposa de Safadão tem 30. Além disso, ela não constava na lista para receber a dose da vacina, método utilizado pela cidade para o controle da vacinação. 

Já Wesley Safadão foi investigado pelo Ministério Público por escolher o imunizante que pretendia tomar, pois no dia em que estava agendado para receber a primeira dose, dia 8 de julho, no Centro de Eventos, ele foi para outro posto de vacinação. 

Casos como esse são popularmente conhecidos como "sommeliers de vacina", prática questionada por especialistas.