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Alergias e suas consequências: Nem os atletas escapam!

Quem sofre com esses sintomas, deve procurar um médico

Da Redação ·
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fonte: Pixabay

Nem mesmo grandes atletas, que costumam ter vidas muito mais regradas do que pessoas “comuns”, estão imunes a doenças como as alergias, provando que, nem sempre, as crises estão relacionadas à baixa imunidade ou a algum tipo de descuido.

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Ainda este ano, o grande tenista Novak Djokovic chegou a recorrer a um atestado médico com medo de que algum componente das vacinas desenvolvidas para combater o vírus da Covid pudesse levá-lo a ter alguma reação alérgica, visto que não pode ter nenhum contato com glúten, o que gerou enorme polêmica.

Matérias sobre o assunto correram rapidamente por todo o mundo, afinal, muito se dizia sobre a possibilidade de Djokovic estar tentando endossar um movimento anti-vacinas, e embora aqui no Brasil o tema não tenha ganhado tanta proporção e cobertura midiática, quem tem hábito de assistir canais internacionais com aparelhos do tipo athomics ex, sabe que ele precisou lidar com críticas seríssimas sobre o assunto.

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Ainda na época, foi comprovado que a vacina não causa nenhuma reação às pessoas que possuem esse tipo de alergia, mas o medo de Djokovic foi compreendido por muitas pessoas que sofrem com o mesmo problema que ele.

A alergia a glúten é uma das que podem gerar inúmeros desconfortos, como inchaço e dor no abdômen, emagrecimento, enxaqueca, diarreia crônica e desnutrição, além de graves complicações aos seus portadores, podendo, inclusive, facilitar o desenvolvimento de câncer de intestino, sendo, de fato, muito difícil de administrar, já que praticamente todos os principais alimentos de uma dieta comum contêm glúten.

Nem os melhores liquidificadores, melhores batedeiras, assadeiras ou quaisquer instrumentos de processamento que possam ser utilizados, são capazes de fazê-lo “desaparecer” de alguns dos alimentos mais comuns da dieta das pessoas, como pães, bolachas, macarrão, pizza, salgadinhos, hambúrguer, salsicha e outros embutidos. Fazendo com que se manter saudável possa ser muito mais difícil para os alérgicos do que para outras pessoas, visto que o único tratamento efetivo é a abstenção completa do consumo do glúten.

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Há inclusive quem tome medidas drásticas como mudar até a disposição dos móveis e tecidos da casa, em especial quando a compartilham com um não alérgico, a fim de evitar contaminação cruzada.

Segundo um dos jornalistas do Guia Cadeiras “já ocorreu de uma pessoa alérgica a glúten perguntar se o tecido de certo item era antialérgico e respondemos que sim, pois havia proteção fungicida. Foi quando ela explicou que era celíaca (pessoas que têm um quadro permanente de alergia ao glúten) e que precisava garantir que traços de trigo de uma padaria ao lado da sua casa, não contaminassem seus móveis. Infelizmente, contra esse tipo de contaminação, não existe tratamento de tecido, o ideal é utilizar materiais laváveis como plástico, alumínio, PVC e outros não porosos”.

Pode parecer um exagero para alguns, mas o fato é que tecidos podem sim acumular a “poeira” da farinha de trigo e de outros alimentos que contêm glúten e, com o vento ou com a movimentação, essa poeira pode se acumular e ser inalada ou absorvida “sem querer” pelo celíaco, e, dependendo da sua sensibilidade, pode sim haver problemas.

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Voltando ao caso de Djokovic, a necessidade de manter uma dieta sem glúten que contenha todos os componentes essenciais para sua saúde foi levada tão a sério que chegou a se tornar tema de um livro: “Sirva Para Vencer – A Dieta Sem Glúten Para a Excelência Física e Mental”.

Segundo ele, que já passou por péssimos momentos em seus treinos, a mudança na alimentação foi essencial para a melhora da sua vida pessoal e profissional.

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O atleta, que já conseguiu tirar de letra até situações bizarras como entrar em quadra sem uma raquete de tênis, já relatou em diversos momentos como sua alergia a glúten o prejudicou.

Hoje, garante que se sente mais leve, com raciocínio mais rápido e muito mais saudável, o que tem lhe garantido prêmios e elogios frequentes, como o feito por Stefanos Tsitsipas, vice-campeão do Masters 1000, há poucas semanas,  em Roma: “É um grande campeão. Respeito-o muito e apoio cada decisão que tomou. Parece-me uma pessoa muito inteligente, com grande sabedoria e sabe o que quer fazer com o tênis e com a sua vida. Tudo faz sentido com ele, desde a dieta ao seu jogo. É como um Fórmula 1, uma máquina perfeita em que o mínimo detalhe pode alterar o seu ritmo. O seu profissionalismo é intocável, é um dos melhores de todos os tempos e serve-me de inspiração”.

Para compreender melhor o tema e poder ajudar pessoas que talvez tenham desenvolvido alergia ao glúten e não saibam, foi realizada uma consulta com o Dr. André Aguiar, alergologista no Rio de Janeiro, que explicou que: “a alergia ao glúten envolve uma predisposição genética e pode se manifestar a qualquer momento da vida, sendo que alguns dos primeiros sintomas costumam ser a dor e o inchaço abdominal, que sinalizam que o organismo não está conseguindo processar o glúten como deveria. Quem sofre com esses sintomas, deve procurar um médico, que solicitará exames sorológicos e endoscopia digestiva com biópsia na mucosa do intestino para descobrir se há algum dano causado ao órgão e verificar se há indícios de que o paciente seja alérgico ou intolerante ao glúten”.

Texto: Bruna Bozano. 

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