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Após incêndio, presos da cadeia de Grandes Rios são transferidos para Faxinal

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Incêndio causou danos à cadeia de Grandes Rios. Foto: Divulgação/Polícia Civil
Incêndio causou danos à cadeia de Grandes Rios. Foto: Divulgação/Polícia Civil

Vinte presos da cadeia pública de Grandes Rios foram transferidos na manhã desta quinta-feira (10) para a unidade de Faxinal. A medida ocorre após incêndio na manhã de quarta-feira (9), provocado por um detento que em seguida cometeu suicídio.

O delegado Ricardo Mendes, responsável pelas duas comarcas, relata que o fogo causou danos à cadeia de Grandes Rios, que já tinha a estrutura precária. De acordo com ele, a intenção é desativar a unidade definitivamente. 

“Existe uma falta de efetivo na delegacia de Grandes Rios e somado aos danos causados na cadeia fica inviável retornar os presos para a unidade”, considera. 

Conforme o delegado, a unidade de Faxinal possui capacidade para abrigar 30 presos. Antes da transferência havia 84 presos na unidade e agora são 104. Isso significa superlotação de 246% acima da capacidade. Agora, o próximo passo será tentar transferir os presos condenados para o sistema prisional. 

“Estava viabilizando a questão da transferência e comunicando os juízes das duas comarcas. Contei com a ajuda do próprio Departamento Penitenciário (Depen), Polícia Militar (PM) e policiais civis na transferência. Agora é tentar encaminhar os presos condenados para o sistema”, reitera.

INCÊNDIO
Na quarta-feira (9), o preso Marcos Antonio Lopes de 32 anos, foi encontrado morto dentro da cela da cadeia de Grandes Rios. Conforme a Polícia Civil, ele ateou fogo em um colchão e depois se matou usando um objeto cortante. Lopes foi condenado a 14 anos de prisão pelo crime de estupro de vulnerável (quando a vítima é menor de 14 anos) e estava preso sozinho em local chamado como ‘seguro’, onde geralmente são guardados estupradores e outros presos que cometem crimes hediondos. 

“O detento colocou um colchão em frente a grade da cela onde ele estava preso, ateou fogo e impediu que o investigador de plantão socorresse. Não houve possibilidade de acessar a cela do seguro onde o ele estava. Após a situação, todos os demais detentos foram remanejados e colocados no solário. Nossa equipe imediatamente acionou o apoio da Defesa Civil de Faxinal, para ajudar a apagar as chamas e logo após foi possível entrar no interior da cela. Constatamos um corte no pescoço e muito sangue no chão” disse o delegado na quarta.

Mendes acredita que os outros presos incitaram Lopes a se matar. “Além disso, a mãe dele afirmou que ele tinha depressão", comenta Mendes. De acordo com o delegado, o objeto cortante não foi encontrado na cela. 

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Edhucca

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