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Seca e estiagem derrubam produção de trigo

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A produção de trigo nos 22 municípios da regional da Seab de Ivaiporã foi marcada por poucas chuvas e pelas geada(Fotos: Ivan Maldonado)
A produção de trigo nos 22 municípios da regional da Seab de Ivaiporã foi marcada por poucas chuvas e pelas geada(Fotos: Ivan Maldonado)

A colheita do trigo iniciou nesta semana na regional de Ivaiporã da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab). No entanto, em virtude de duas geadas em julho e da estiagem que já dura mais de 50 dias, o início da colheita tem deixado os produtores de cabeça quente. Este ano o plantio com o gramínea nos 15 municípios da regional do Vale do Ivaí, a quebra pode chegar a 50% da produção, que era estimada em 420 mil toneladas.

Conforme o agrônomo do Deral, Sergio Carlos Empinotti, as primeiras áreas colhidas vêm apresentando produção média de 70 sacas de 60 quilos por alqueire. “Ainda não dá para ter uma projeção final. Tem áreas perdidas que não vai produzir nada, áreas com 30 sacas e as melhores no máximo 100, pelo que temos visto vai ficar bem abaixo do esperado. O problema não foi só a geada tem também  a questão da seca. Se tivéssemos tidos chuvas mais recentes, pelo menos no trigo mais atrasado teríamos um pouco melhor de produtividade”, comenta. Com condições hídricas adequadas, a média na regional é de 140 sacas por alqueire.   

O mercado do trigo em Ivaiporã estava cotado a R$ 47 a saca de 60 quilos. Conforme o agrônomo, é um preço bom para quem colher acima de 100 sacas. “O problema é que a gente tem percebido que a qualidade do trigo também tem caído bastante. Tem lavouras que vão dar 70 sacas, 100 sacas mas a metade é triguilho e o triguilho não tem preço, deve chegar hoje na faixa de R$ 15. Mas depende de mais uns dias para termos uma análise melhor do trigo que está sendo colhido”, comenta. 

PROAGRO

Com o prejuízo anunciado, na região os produtores estão sendo obrigados a recorrer ao Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro). É o caso do produtor Marco Esquicato, que neste ano plantou 67 alqueires com o grão. “Já acionei o Proagro, agora na hora de colher aguardamos o fiscal para fazer o laudo”, comenta. Nos primeiros 20 alqueires que o produtor começou a colher nesta semana na divisa de Arapuã com Jardim Alegre, o produtor estava colhendo cerca de 25 sacas por alqueire. “Eram lavouras que antes da geada tínhamos esperança de colher 170 sacas. Veio a geada,  mesmo assim tínhamos expectativa de ter uma colheita razoável, daí veio a seca e resultado está sendo esse aí”, comenta. 


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Edhucca

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